‘Encludança’ vai muito além da esperança

‘Dançando com a diferença’ estende a passadeira da acessibilidade ao mundo

14 Nov 2017 / 02:00 H.

Cinco anos depois da última aparição e abrindo as portas do Mundo artístico a todos, sem excepção, o ‘Encludança’ ressurge “das cinzas” pelas mãos do Grupo Dançando com a Diferença e promove a Arte Inclusiva em vários pontos da ilha.

O evento, que ajuda “a repensar as nossas acções” e “a questionar tudo o que fazemos”, decorre entre os dias 30 de Novembro e 7 de Dezembro, voltando “com um nome que mostra um pouco da sua maior abrangência”, explicou Henrique Amoedo, director da associação que está por detrás da iniciativa.

Neste regresso, o Encontro Internacional de Arte e Acessibilidade “sai do universo inclusivo da dança” e atinge outros planetas, viajando em diversos ‘cometas’, como simpósios científicos, workshops, visualização de pequenos documentários, palestras em escolas, teatro e até mostras de vinhos, sempre com especial incidência na deficiência intelectual e na aprendizagem ao longo da vida.

Em estreia absoluta estará o Grupo Dançando com a Diferença Sénior, do ginásio de são Martinho, que apresenta uma actividade relacionada com o Bordado da Madeira.

Criar “um novo paradigma no universo da arte contemporânea” é também outra das preocupações desta acção, disse Henrique Amoedo, sem esquecer que esta semana também serve para o fomento de boas práticas na nossas sociedade.

Marco Gomes, director regional da Educação elogiou a associação pois “encontrou uma forma inovadora” de trabalhar a inclusão de pessoas com necessidades especiais, dando “a todos nós o exemplo daquilo que deve ser uma sociedade”, frisando o carácter “regional, nacional e internacional” que o GDD tem assumido ao longo dos anos nestas questões.

“Encontrar na sociedade um lugar que é seu, porque ela é de todos”, foi a forma que Marco Gomes encontrou para “demonstrar a todos que é possível” ter capacidade para responder às questões inclusivas.

O vice-presidente da CMF, Miguel Gouveia, também esteve presente num evento que considera ser igualitário. De acordo com o autarca “a CMF acredita sempre neste tipo de iniciativa”, pois colocam o Funchal e Madeira nas melhores práticas”, recordando o prémio de Cidade Europeia de Acessibilidade que a capital madeirense recebeu.