Elevador desligado deixa idosa “prisioneira”

09 Fev 2018 / 02:00 H.

Tem 74 anos, problemas de mobilidade e sente-se “prisioneira na sua própria casa”, no último andar do edifício Casais da Quinta, localizado no sítio da Albegoaria, no Caniço. Desde Outubro do ano passado que esta idosa não consegue sair à rua, a não ser para fazer hemodiálise no Hospital Dr. Nélio Mendonça, garante a filha.

Tudo isto porque, de acordo com a mesma fonte, “o elevador do prédio está desligado por falta de pagamento dos condóminos e falta de inspecção obrigatória”. Uma situação que está a causar bastante ansiedade pois, tal como afirma a filha, a idosa vive agora angustiada com medo de descer as escadas transportada numa cadeira-maca desde o 5.º andar até à rés-do-chão.

A mulher acredita que o acidente ocorrido na última semana contribuiu para piorar o seu estado. “Um dos maqueiros que três vezes por semana vem buscar a minha mãe para fazer a hemodiálise escorregou num degrau, desequilibrou-se e, em consequência, ela bateu com a cabeça na parede. Agora até para ir ao hospital tem medo”, contou, afirmando ter-se deslocado à administração de condomínio para fazer uma reclamação que “até ao momento não deu em nada”.

A mesma fonte disse ainda que devido a esta situação a idosa está agora impossibilitada de “visitar os seus familiares, de ir ao cabeleireiro- como fazia antigamente quando descia de elevador numa cadeira de rodas- e até mesmo de frequentar o café do prédio onde se distraia um bocadinho”. Além disso, a filha recordou como foi difícil passar o Natal sem poder levar a mãe à casa de família.

Outros moradores mostram-se também transtornados com esta ‘falha’, admitindo ter de ir às compras semanalmente porque não podem trazer comida em grande quantidade, uma vez que têm de levar tudo à mão.

Contactado pelo DIÁRIO, o responsável pelo condomínio confirmou que existem dívidas à empresa de elevadores. Referiu ainda que o elevador foi inspeccionado e chumbou e que agora é preciso proceder à reparação do mesmo, assim como ao pagamento das facturas em atraso. Contudo, salientou que já foi feito um acordo de pagamentos com esta empresa para que o referido elevador esteja a funcionar em breve.