Alternativa ‘dourada’

Presidente da ANA falou do potencial do Aeroporto

21 Dez 2017 / 02:00 H.

Música, confetes e bolo foram os elementos que animaram, pintaram e saciaram os muitos que quiseram assistir, ontem, à chegada do passageiro três milhões no Aeroporto da Madeira. A figura maternal da família russa Layter, composta por quatro elementos, realiza a primeira visita à Pérola do Atlântico e escolheu a Região para passar a época natalícia longe do frio de Moscovo.

Da cerimónia a assuntos mais sérios, ou se preferir, dos actos às palavras, o presidente da ANA, Carlos Lacerda, destacou que o Aeroporto da Madeira está com uma média de crescimento estabelecida em 7,5% e que desde a sua privatização, o grupo tem impulsionado o crescimento deste terminal em três vectores.

“Novos destinos, novas rotas e novas companhias aéreas”, apontou Carlos Lacerda, que desde 2013 foram criados “11 novos destinos, 12 novas rotas e nove companhias aéreas adicionais” no Aeroporto da Madeira, sendo que em relação a este último indicador, durante 2017 começaram a operar na Região cinco novas companhias.

Tendo a consciência de que “o turismo é muito importante para a Região” e “às vezes há dificuldades meteorológicas”, como é o caso do vento, o presidente da ANA frisou que “temos de olhar para o Porto Santo se quisermos prosseguir com uma política” em que aquela pista “possa complementar o Aeroporto da Madeira”, até porque ali existe “uma pista espectacular e um bom aeroporto”, não restando outro solução que não “potenciar” este local de aterragem.

Carlos Lacerda anunciou ainda que em tempo oportuno o grupo de trabalho criado para analisar as questões de segurança e limites de vento irá dialogar junto do Governo Regional para em conjunto dotar o aeroporto da Ilha Dourada de outras condições, nomeadamente, ao “intervir no terminal e criar mais logística para o processamento de passageiros”, uma faceta que assegura ser importante para a experiência de quem nos visita.

“Vão estudar com o Governo Regional essas intervenções, mas que têm de ser feitas têm. O nosso objectivo é o de que sempre houver voos para a Madeira, os aviões não tenham de se deslocar novamente para o continente. É mau para as companhias aéreas, para o passageiro e para a pessoa que já pagou as suas férias”, esclareceu o responsável máximo pela ANA.

Mil postos de trabalho criados por cada milhão de passageiros

Endereçando “uma palavra de agradecimento aos 178 funcionários” do Aeroporto da Madeira, Carlos Lacerda acrescentou ainda que “por cada milhão de passageiros cria-se directa ou indirectamente cerca de 1.000 postos de trabalho”, evidenciando assim o papel da ANA no desenvolvimento económico da Região.

A Madeira estabelece assim um novo recorde na chegada de passageiros por via aérea, e “de uma forma geral esta foi uma semana interessante” para a ANA, isto porque ultrapassou “os mais de 50 milhões de passageiros em Portugal”, com 25 milhões em Lisboa e Porto, respectivamente, oito milhões em Faro e agora os três milhões aqui.

De forma elogiosa, na opinião do presidente da ANA, a nossa ilha “tem características únicas”, como as “histórias, clima, beleza natural, um vinho espectacular e pessoas excepcionais”.

Dados “interessantes”, mas que nos dão mais “responsabilidade”

Miguel Albuquerque marcou igualmente presença na efeméride, começando por assinalar a parceria entre o Governo e a ANA em prol do turismo. O presidente do Governo Regional disse ainda que “não é por acaso que a Madeira foi galardoada como melhor destino insular pelo terceiro ano consecutivo” e que o caso do aeroporto deixa-nos a todos “muito satisfeitos”.

“Quer na Madeira, quer no Porto Santo temos números de crescimento muito interessantes, mas dão-nos mais responsabilidade, e este acréscimo de responsabilidade obriga-nos a caminhar para níveis de qualidade no serviço de excelência na recepção e acolhimento das pessoas que nos visitam”, observou Miguel Albuquerque, de olhos postos no horizonte: “A Madeira tem capacidade para despertar e captar clientes em qualquer mercado”, afirmou.

Elena, Yuri, Rob e Irma são o ‘quarteto fantástico’

Ao som dos Camachofones, conhecida banda de rua regional, e com vários funcionários do aeroporto a assinalar a ocasião com uma coreografia bem divertida, a família russa Layter ficou debaixo dos holofotes durante algum tempo, não escondendo a surpresa por ter sido contemplada com uma recepção auspiciosa. A mãe, Elena, acabou por ser a passageira três milhões, no Aeroporto da Madeira. Depois de uma estadia na capital portuguesa, Elena decidiu passar o Natal e fim-de-ano na Região, local que nunca visitou, apesar de gostar de viajar muito. “Amamos os portugueses”, atirou Yuri, para depois a sua mulher complementar com elogios: “As minhas expectativas são boas e gosto das pessoas. Passamos quatro dias em Lisboa e foi fantástico, todas as pessoas são amigas, sorridentes e adoram crianças, especialmente os loiros”, disse Elena, entre sorrisos, aos jornalistas, acrescentando que do nosso país gosta sobretudo da “gastronomia, vinho, clima e museus”. A escolha por vir à Madeira é de resto curiosa, dado que Elena mencionou que por gostar “muito de ler literatura antiga” decidiu agendar a sua viagem até aqui. Rob e Irma são os restantes elementos da ‘comitiva’, neste caso as crianças do casal que lhes acompanharam nesta viagem.

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