Educação da Madeira aposta nas artes

Ano lectivo abre com menos mil alunos do que em 2017 e deixa de fora 80 educadores

05 Set 2018 / 18:01 H.

O secretário regional da Educação entende que, “através das suas inúmeras dinâmicas, as artes contribuem de forma significativa para um melhor desempenho dos alunos e das escolas” da Madeira. Jorge Carvalho falava, ontem, na abertura do IX Congresso de Educação Artística, que aconteceu na Escola Horácio Bento Gouveia.

Na mesma ocasião, o governante garantiu que tem sido uma aposta do executivo, que integra, a educação e formação dos jovens pelas artes. “Entendemos que a formação holística do indivíduo passa por esta componente no sentido de termos crianças e jovens e futuros adultos sensibilizados para as artes”.

Em tom de desafio, o secretário da Educação afirmou: “Cabe-nos, enquanto educadores, administradores, professores, criarmos condições para que cada um, encontrado esse talento, o desenvolva (...). A escola deve ser um espaço de desenvolvimento desses talentos.”

Na mesma ocasião, foram distinguidas duas entidades, uma singular e outra colectiva, através do Prémio Educação Artística 2018. O prémio professor foi para Zélia Gomes, “figura incontornável no espaço regional, pela sua entrega e envolvência à prática coral”, e o prémio instituição foi atribuído à Associação Recreio Musical União da Mocidade.

À margem do evento, Jorge Carvalho voltou a dizer que as escolas da Madeira vão ter neste ano lectivo menos mil alunos, em resultado da baixa natalidade, e três escolas vão fechar portas.

A situação, que traduz uma tendência registada na Região nos últimos anos, acarreta dificuldades na colocação de professores e educadores de infância: cerca de 80 educadores não têm lugar, além de professores que “não possuem horário”.

“Vamos afectar esses recursos às escolas de forma a que possam também, em projectos ou naquilo que são as actividades da escola, dar o seu contributo”, explicou Jorge Carvalho, pormenorizando que no caso das educadoras de infância foi decidido “afectar uma educadora a todas as salas que tenham educadoras com 60 ou mais anos”, gerando-se assim uma colaboração.

O governante disse que até ao final da semana deverá ficar resolvida a situação de cerca de 200 professores que não têm ainda colocação no sistema regional.

* Com Lusa