Economia regional

Indicador Regional de Actividade Económica (IRAE) não parou de subir desde Junho de 2013 até ao último mês de 2017. São 4 anos e meio no ‘verde’

13 Mar 2018 / 02:00 H.

    A economia madeirense continua o ciclo de crescimento, impulsionado pelos vários sectores de actividade e com poucas a darem sinais contrários. Assim, pelo 55.º mês consecutivo, mais precisamente desde Junho de 2013, que o Indicador Regional de Actividade Económica (IRAE) mantém-se no ‘verde’, sinal de que, apesar de alguns abrandamentos pelo meio (ver gráfico), ciclos de retracção estão há algum tempo - quatro anos e meio, mais precisamente - fora das contas.

    Segundo a informação divulgada ontem pela Direcção Regional de Estatística da Madeira, “no que concerne ao IRAE, a informação mais recente mostra que, no mês de Dezembro, a actividade económica regional manteve a trajectória evidenciada nos últimos dois períodos (de aceleração)”, acrescentando que “a economia regional encerra o ano de 2017 com crescimentos positivos em todos os meses, prolongando-se portanto uma tendência de crescimento da economia que se iniciou em Junho de 2013”.

    Assim, entre os sectores que mais cresceram no último ano, destacam-se: no Turismo, a taxa líquida de ocupação na hotelaria que já vai em 69,7% (+0,5 pontos percentuais face a 2016), o rendimento por quarto disponível RevPAR em +8,3% (+15,1% em 2016), o movimento de passageiros nos aeroportos em 8% (+14,6% no ano anterior) e, ainda, os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros em +7,8% (ainda que menos de metade do aumento em 2016, com +16,7%); na Procura Externa, a exportação de bens para o estrangeiro com +42,8% (face aos -13,7% do ano anterior) e os levantamentos e compras através de terminal de pagamento automático, com cartões internacionais, +11,3% (melhoria de 1,9 pontos percentuais comparativamente a 2016; no Mercado do Trabalho, as oferta de emprego (a longo do mês), que dispararam 21,5% (contra +0,4% no período homólogo), a população desempregada que baixou 18,3% (melhoria face ao ano anterior, que tivera quebra de 12,9%) e, por conseguinte a taxa de desemprego, que passou para 10,4% (12,9% em 2016); no Investimento, as vendas de automóveis ligeiros comerciais, com +13,6%, embora aqui o ano anterior tenha sido muito melhor (+107,1%) e as vendas de cimento que reforçaram o crescimento do ano anterior (+1,2%) para 11,6% no ano passado; por fim no Consumo Privado, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros cresceram 11,5%, apesar de menos auspicioso do que os 39,7% do período homólogo.

    Já nos sectores que evidenciaram desempenhos mais modestos ou negativos, destacam-se dois sectores: no Consumo Privado, os empréstimos para consumo e outros fins concedidos às famílias que, após crescimento de 5,1% no ano anterior, aumentaram apenas 0,7% em 2017; mas sobretudo no Investimento, com quebra de 9,7% nos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras (-15,4% em 2016), diminuição de 2,6% nos empréstimos à habitação concedidos às famílias (-5,2% no ano anterior) e -2,8% nos edifícios licenciados (+9,3% um ano antes).

    Nesta análise, que inclui 37 indicadores de actividade económica na Região e compõem, grosso modo, a percepção de desempenho da economia, denota-se que Dezembro foi o melhor dos últimos seis meses, e prolongou nos tais 55 meses consecutivos de desempenho positivo e revelou, ainda, que após 35 meses (Julho de 2010 a Maio de 2013) de uma economia em profunda recessão, as perspectivas são de continuação deste bom momento.