ECM não aumenta pessoal desde 2011

19 Mai 2017 / 02:00 H.

“Desde 2011 que os trabalhadores [da Empresa de Cervejas da Madeira] não têm qualquer tipo de aumento” salarial. A denúncia foi feita ontem, nos Socorridos, pelo coordenador nacional do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação e Bebidas, Fernando Rodrigues, numa acção para reivindicar “que a empresa se digne a reunir” com os representantes dos trabalhadores, já que “estranhamente em 2016 rompeu as negociações”.

O dirigente explicou que os representantes dos trabalhadores têm uma proposta para um aumento salarial de 4% ou de 40 euros no mínimo no corrente ano mas que a administração da ECM não tem estado disponível para o diálogo. “Esta é uma empresa saudável, tem lucros e tem de salvaguardar os direitos dos seus trabalhadores. Isto é a empresa a querer lucros em cima de lucros e os trabalhadores não estão disponíveis a ceder a esta situação”, disse o mesmo porta-voz, que acusa a ECM de estar a apostar na caducidade do contrato colectivo de trabalho. Para obrigar a empresa a retomar as negociações, o Sindicato chegou a agendar uma greve para ontem. Entretanto, a ECM apontou um alegado desrespeito do prazo de pré-aviso. Para salvaguardar os trabalhadores, na quarta-feira o Sindicato informou a empresa da suspensão da paralisação. Contudo, convocou agora uma greve para 8 de Junho.

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