‘Durango Kid’ entra ao serviço como ‘Madeira’

15 Fev 2018 / 02:00 H.

Em Junho de 2005, foi apreendido o ‘Durango Kid’, uma ‘lancha voadora’ que estava ligada a uma operação de tráfico de droga. A embarcação foi dada como perdida para o Estado, mas permaneceu vários anos na marina da Calheta. Depois de um processo de recuperação, passa a estar ao serviço da Marinha Portuguesa e integra o Comando da Zona Marítima da Madeira.

A entrada ao serviço da UAM (Unidade Auxiliar da Marinha) ‘Madeira’ aconteceu ontem, na marina nova do Funchal, com a cerimónia de entrega do comando da nova unidade ao primeiro-tenente Américo Mendes. Uma cerimónia que foi presidida pelo representante da República, Ireneu Barreto e em que esteve presente o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello.

Na apresentação da UAM ‘Madeira’ o director-geral da Autoridade Marítima, vice-almirante Sousa Pereira, destacou o reforço da capacidade operacional da Marinha na Região, com uma embarcação que tem grande autonomia, pode fiscalizar todo o arquipélago e atingir uma velocidade de 40 nós.

O combate à criminalidade no mar, preservação dos recursos marítimos e auxílio a pessoas no mar, foram missões “essenciais” destacadas por Marcos Perestrello que considera importante a entrada ao serviço de uma unidade da Marinha que vai permitir combater o tráfico de “seres humanos e de droga”.

“Numa altura em que tanto se fala em recursos”, o secretário de Estado da Defesa, considera importante referir que esta embarcação foi fruto de um aproveitamento de meios.

Ireneu Barreto encerrou a cerimónia, com uma referência especial às Ilhas Selvagens e ao papel da Marinha na “afirmação da soberania”. O representante da República espera que, antes do final do seu mandato, as Ilhas Selvagens “sejam consideradas Património Mundial da UNESCO”.

‘Madeira’ é um navio de casco rígido construído em fibra, com 18 metros de comprimento e 4 metros de boca, desloca cerca de 21 toneladas.

Depois entrada ao serviço do navio, foi apresentado, no Museu Casa da Luz, p livro ‘Ilhas Selvagens – Um Activo Geoestratégico Português’ que aborda a acção da Autoridade Marítima e da Marinha na afirmação da soberania naquelas ilhas.

O livro, da autoria do capitão-de-fragata António Velho Gouveia, tem a colaboração de diversas entidades.

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