Dois anos sem Everjets

09 Nov 2017 / 02:00 H.

Está a fazer dois anos que a empresa de aviação privada Everjets lançou uma operação entre o Continente e a Madeira através de um aparelho (A320) numa escala com um voo diário Funchal-Lisboa-Funchal (dois à segunda-feira e à sexta-feira) e dois voos semanais para o Porto. Há poucos dias a EasyJet ameaçou abandonar rota Funchal-Lisboa caso o subsídio de mobilidade seja alterado. A companhia mostra-se contra o argumento que o passageiro apenas pague 86 ou 65 euros e a transportadora tenha de fazer um acerto de contas do restante valor com o Estado, e razão pela qual não voa para as ilhas Canárias.

Seja como for, apesar das enormes expectativas criadas, a operação da Everjets acabaria por ser cancelada seis meses após o voo inaugural (14 de Novembro de 2015) justamente por não corresponder às expectativas, embora a justificação da sociedade do grupo Braparques fosse diferente. Iria reorganizar a operação para apostar em voos charters.

Mas nem uma coisa nem outra. A estratégia da empresa seria o redireccionamento dos voos “já que os nossos planos nunca foram ficar apenas pela Madeira, não faria sentido. Já fazemos actualmente voos charter, e vamos continuar a diversificar esta oferta”, dizia na altura José Pereira, nessa altura, director executivo da Everjets, envolvida nos polémicos contratos de manutenção dos helicópteros Kamov de combate a incêndios.

“Pretendemos oferecer uma alternativa de valor, com elevada qualidade e conforto, a preços bastante atractivos”, esclarecia José Pereira, citado num comunicado divulgado a 29 de Dezembro a propósito do primeiro charter da empresa para Cabo Verde que era descrito como viagem “organizada em parceria com as agências Solférias e Soltrópico, à semelhança de outras parcerias que a Everjets está a desenvolver para operações charters com alguns dos maiores operadores turísticos dos mercados português e espanhol”.

A apresentação à imprensa da companhia decorreu a 14 e 15 de Novembro de 2015 no Aeroporto do Porto e incluiu um voo para o Funchal, embora o voo inaugural tivesse sido considerado o que se realizou a 14 de Novembro do Funchal para Lisboa.

Esta semana, questionado pelo DIÁRIO, o presidente do Governo Regional disse que o seu Executivo continua interessado num eventual regresso da companhia dentro das condições que a Região tem para oferecer. Esta declaração surge num momento em que, nalguns canais, se fala que pode ser restabelecido diálogo entre a Everjets e o Governo insular, mas se existe Miguel Albuquerque não abriu o ‘jogo’.