Dois anos do Presidente dos afectos

Marcelo completa amanhã 2 anos como Presidente da República Portuguesa, num mandato marcado pela proximidade

23 Jan 2018 / 02:00 H.

Foi no dia 24 de Janeiro de 2016 que Marcelo Rebelo de Sousa ganhou as eleições para Presidente da República com 52% dos votos. O ex-comentador político e professor de Direito ‘destronou’ Aníbal Cavaco Silva, que estava à frente dos destinos portugueses há 10 anos.

“Afectos, proximidade, simplicidade e estabilidade” foram os princípios elencados para o seu mandato que, desde que tomou posse, a 9 de Março de 2016, tem se vindo a distinguir do seu antecessor.

Nos primeiros 100 dias de mandato participou em mais de 250 iniciativas, falando praticamente todos os dias, às vezes, mais do que uma vez por dia. A sua postura de maior proximidade é demonstrada não só pelos afectos partilhados com a população, mas também com o facto de reunir com os partidos com assento parlamentar de três em três meses.

Com menos de dois anos de mandato já convocou o Conselho de Estado por oito vezes, sendo que Cavaco, em 10 anos, tinha-o feito em 12 ocasiões. Ainda não recorreu ao Tribunal Constitucional, mas utilizou seis vezes o poder de veto político, em relação a dois decretos do Governo, sobre acesso a informação bancária e o estatuto da GNR, e a quatro diplomas do parlamento, sobre gestação de substituição, os transportes do Porto e de Lisboa e alterações ao financiamento dos partidos.

No que diz respeito à política externa, já fez 30 deslocações ao estrangeiro, sendo que a grande maioria tratou-se de países da Europa.

O Presidente da República tem apelado a acordos de regime sectoriais, defendendo ao mesmo tempo a necessidade de um Governo e de uma oposição fortes, que sejam espaços alternativos, ideia que reiterou neste início de 2018, depois de ver Rui Rio ser eleito para a liderança do PSD, contra Pedro Santana Lopes.
* com Lusa

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