Dívida passa de 2,3 milhões para 150 mil euros

Passivo foi reduzido por via da compra do quartel por parte do GR

14 Nov 2017 / 02:00 H.

De repente, a saúde financeira da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Brava passou de asfixiante a controlada. “Em apenas dois anos o passivo deu um autêntico ‘trambolhão’ descendo da casa dos 2,3 milhões de euros para 150 mil euros”. Não bastasse “os salários e subsídios de férias e de Natal estarem regularizados e os meios operacionais todos activos, incluindo um bote que nunca era usado”.

Será mais ou menos este o discurso que o presidente da corporação irá proferir na próxima Assembleia Geral, altura em que apresentará a sua recandidatura ao segundo mandato à presidência da corporação.

Com a entrada de Paulo Andrade, o passivo foi substancialmente reduzido por via da compra do quartel por parte do Governo Regional.

Muito contribuiu a compra do quartel por parte da secretaria regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, assumindo a dívida de 1,5 milhões de euros passando a ser a nova proprietária do quartel de Bombeiros Voluntários da Ribeira Brava.

O pagamento será feito até 2018, em tranches no valor de meio milhão de euros cada, resolvendo uma autêntica ‘batata quente’ que a Associação Humanitária da localidade tinha em mãos justamente por não ter receitas suficientes para pagar o calote à construtora, AFA-Vias. Tanto assim é que a agremiação acumulava juros de mora superiores aos “380 mil euros”. Foi por conta deste impasse, em grande medida devido ao incumprimento do pagamento da obra, que a ‘empreiteira’ não terá tido outra alternativa senão interpor uma acção judicial para poder reaver os valores em causa.

Ora, Paulo Andrade lembra que chegou a ver penhoradas as transferências do governo: “Foi muito complicado fazer a gestão. Chegaram-me a dizer se eu era louco em ter aceite este lugar”, um cargo que faz questão de frisar ser absolutamente “voluntário”, ou seja “sem direito a qualquer vencimento”.

“Uma boa parte das pessoas sabem-no, no entanto, existe quem pense que é renumerado, o que não corresponde à verdade”, clarifica.

Pelo meio agradece o apoio concedido pelas autarquias da Ponta do Sol e da Ribeira Brava, sobretudo no acréscimo que foi preciso realizar na subvenção que ambas contribuem para a protecção civil dos concelhos: “Não posso esquecer o esforço significativo que realizaram ao concederem mais 25% do apoio financeiro que vinham concedendo caso contrário seria manifestamente impossível aguentar”, tal como foi fundamental a ‘mão’ do Governo ao decidir comprar o quartel.

Eleições

Paulo Andrade vai voltar a ser candidato. Embora passasse a ser vereador na autarquia, o enfermeiro de profissão confessa que o pior já passou: “Fico satisfeito em entrar no quartel e verificar que o estado anímico é diferente daquele que encontrei quando entrei, por isso vou apresentar uma lista porque entendo que ainda se pode fazer muito mais por esta instituição”.

Aumento dos voluntários

Outra das notas para uma redução das despesas está na diminuição do efectivo, opção que passou por contratar mais voluntários, ademais vinca que a direcção entendeu lançar uma nova escola de bombeiros para que a continuidade não fique comprometida.

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