Direita desvaloriza descida PS e Bloco satisfeitos

Sondagem só agrada ao PS E BE. restantes partidos desvalorizam

20 Jun 2017 / 02:00 H.

As últimas sondagens, divulgadas pelo DIÁRIO no domingo, mostram que se as eleições regionmais fossem hoje, o eleitorado poderia fazer escolhas diferentes. Enquanto o PS sentaria 15 a 16 deputados na Assembleia Legislativa da Madeira, mais 10 do que os conseguidos com a coligação Mudança, em 2015, o PSD perderia a maioria absoluta, caindo de 24 para 21 cadeiras ocupadas e o BE também ganharia mais um lugar na bancada.

Neste momento, são as autárquicas que estão em primeiro plano, mas enquanto não são conhecidos os indicadores do estudo de opinião para as eleições de Outubro, avaliam-se as preferências para as ‘regionias’.

Jaime Leandro, líder parlamentar da bancada do PS Madeira, está agradado com o eventual aumento de número de deputados com lugar garantido na Assembleia Legislativa da Madeira: “É animador que estejamos a recuperar mais do que o dobro desde 2015”, diz ao DIÁRIO. O deputado acredita que estas sondagens podem ser um guia para os resultados camarários: “É também um bom indicador para as autárquicas. O PS estar forte para as legislativas é um bom indicador” para as eleições municipais.

Já o secretário-geral do PSD não faz comparações: “É muito cedo para fazer sondagens para as legislativas e é impossível fazer um paralelo com as autárquicas”, defende. Rui Abreu acrescenta que “são eleições muito diferentes umas das outras”.

António Lopes da Fonseca, líder do CDS, que prefere não se alongar sobre o tema: “É um autêntico disparate fazer comentários sobre eleições que só vão acontecer daqui a dois anos. A verdadeira sondagem é no dia 1 de Outubro”, afirma o deputado.

Opinião contrária tem o líder parlamentar do BE. Apesar de defender “que é cedo” para fazer projecções, Roberto Almada destaca a importância de qualquer estudo de opinião: “A verdade é no dia das eleições, mas as sondagens são importantes e um bom indicador sobre o trabalho das várias forças políticas”. Agradado com o estudo de opinião, que atira o BE para o topo da lista como terceiro partido a eleger deputados, Roberto Almada sublinha que “ainda falta analisar muitos factores”. Adianta, por isso, que o resultado das sondagens não provoca “um grande contentamento no BE porque as pessoas mudam muito de opinião”. Para Roberto Almada, os resultados das próximas eleições autárquicas podem ser divergentes: “As pessoas votam de forma completamente diferente [para as autárquicas] e portanto esta sondagem não pode ser uma boa notícia”. Mas o líder parlamentar está confiante: “Temos feito um bom trabalho. Temos confiança que ganhamos com uma maioria confortável no Funchal”. Uma esperança que se estende para os resultados de outros municípios da ilha: “Estamos optimistas de que elegeremos autarcas nos restantes concelhos e em várias freguesias”.

Não é o que defende Edgar Silva, que acredita que as sondagens divulgam informações significativas sobre a actuação dos vários partidos. O líder de bancada do CDU destaca a que considera mais importante: “O mais relevante é o facto de o PSD estar em nítida regressão. Há este destaque das tendências de opinião que vão sendo acentuadas. Tem um reflexo na massa eleitoral, é uma linha de regressão”. Sobre as autárquicas, o líder lembra que “há candidaturas que ainda não foram lançadas” assim como “ factores por clarificar”. Facto que não o impede de fazer uma leitura: “Há um indicador de possibilidades de crescimento para a CDU, mas só daqui a umas semanas é que será analisar correctamente”.

Élvio Sousa concorda com a importância do estudo: “As sondagens são uma ferramenta indispensável para o trabalho político”. O líder parlamentar do JPP afiança que, no entanto, não têm revelado a intenção de voto dos eleitores do partido: “Com o movimento Juntos pelo Povo, nunca acertaram com o perfil do nosso eleitorado. Em 2009 davam conta de cerca de 3% e acabámos com 17%”, recorda. Sobre as autárquicas, Élvio Sousa refere que “são eleições muito personificadas e não de ideologia” e, por isso, é difícil fazer uma comparação. Admitindo que “não é fácil ganhar” e que “qualquer perda é uma derrota”, o deputado mostra-se confiante nos candidatos do partido: “Temos de pensar positivamente e temos de mostrar ao eleitorados que estamos a fazer por equilibrar as contas”.

Raquel Coelho concorda: “Há sempre um receio de dizer o voto por entrevista telefónica e não é certo que se reflicta” nos resultados eleitorais. A deputada sublinha ainda que “o trabalho do PTP fica censurado entre as paredes do parlamento” e que apesar “ de estar a fazer um bom trabalho, ainda há muito a fazer”.

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