Diocese pede continuação de Manuel Vieira na Aldeia da Paz

Presidente dá a entender que as “bilhardices” vão chegar aos tribunais

14 Fev 2018 / 02:00 H.

É uma revelação que deverá surpreender muitas das pessoas ligadas à Aldeia da Paz. O bispo do Funchal pediu a Manuel Vieira que continue à frente da instituição. Uma posição tomada num encontro recente, que aconteceu entre D. António Carrilho e o presidente da direcção da casa, que acolhe crianças e jovens.

O pedido para que Manuel Vieira, que é também provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz, é surpreendente por várias razões. A mais relevante é que foi o próprio quem, publicamente (JM de 21 de Dezembro) manifestou o desejo de sair. Além disso, havia a indicação de que o bispo de Funchal havia pedido que deixasse as funções e que devolvesse dinheiro, alegadamente, incorrectamente gasto.

O DIÁRIO questionou a Diocese, que se limitou a confirmar a reunião entre as partes. Fizemos o mesmo com Manuel Vieira. O presidente não quis fazer grandes comentários, mas sempre confirmou o encontro com D. António Carrilho. Perante a nossa insistência, Manuel Vieira garantiu que nem só o bispo não lhe havia pedido que deixasse a Aldeia da Paz, como, pelo contrário, pediu que continuasse.

A Aldeia da Paz é uma instituição da Diocese e, por isso, cabe ao bispo a nomeação de quem a dirige. Não há, em consequência, eleições. Os mandatos são de três anos.

O DIÁRIO sabe também que a expectativa de várias pessoas ligadas à instituição é de que Manuel Vieira não continuasse directamente na instituição, até por haver, por parte delas, acusações sobre uso indevido dos bens da instituição, contando-se, entre eles, algumas somas de dinheiro, gastas com recurso a cartão de crédito/débito e benefício de algumas pessoas, em detrimento de outras, entre estas as crianças acolhidas.

Também sem falar em concreto sobre as acusações, Manuel Vieira disse estarem em causa “bilhardices”, cujos autores, no local próprio, “vão ter de fundamentar”. Uma afirmação que aponta para a elevada probabilidade de o assunto chegar aos tribunais.

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