‘Dia do Porto’ do Funchal assinala-se amanhã

Iniciativa, com várias actividades, criada pela APRAM para lembrar o ano de 1962

17 Jul 2017 / 02:00 H.

Assinala-se amanhã o ‘Dia do Porto’, data criada pela Administração dos Portos da Madeira (APRAM) para comemorar anualmente a inauguração oficial da obra do Porto do Funchal e da instalação para o fornecimento de combustível líquido à navegação em 18 de Julho de 1962.

Desde as primeiras obras realizadas na ligação do ilhéu da pontinha a terra, iniciadas em 1757, até à data da inauguração da extensão de área abrigada dos 13 hectares para os 36 hectares, prolongando o cais acostável de 390 para 1.000 metros, que é a dimensão actual, passaram-se 205 anos de avanços e recuos.

Há 260 anos, precisamente, até aos dias de hoje, muito tempo passou. Mas, na verdade, do objectivo puramente comercial (carga e descarga) de que carecia a capital madeirense, até à inauguração da Pontinha, que contou com a presença do então Presidente da República, Américo Thomaz, que, segundo conta a história publicada deste Porto, no encerramento da cerimónia disse: “Esta ilha viveu muitos anos do turismo. E as comodidades do turismo moderno não dispensam um cais acostável nos portos, com abastecimentos rápidos de combustíveis.”

Nesses 55 nos muito mudou no Porto do Funchal. Ganhou um cais norte, uma rampa ‘roll-on roll-off’ para navios-ferry, uma Gare Marítima e, mais recentemente, um ‘cais 8’, ainda que de utilidade difícil. No futuro, já está em andamento o projecto de prolongamento da Pontinha e outras intervenções. O Governo mandou estudar toda a frente-mar do Funchal, investindo 7,5 milhões de euros entre 2017 e 2019. O futuro está à porta.

Histórica inauguração há 55 anos

Numa efeméride curiosa ocorrida a 16 de Junho de 1962, cerca de um mês antes da histórica inauguração, também fizera a estreia nacional o, hoje, conhecido como navio-escola ‘Sagres’. Nesse dia, ainda com o cais por inaugurar, dá-se a “chegada do ‘NRP Sagres’ ao Funchal, constituindo-se, assim, como o primeiro porto português visitado, ainda antes da chegada a Lisboa”, conta a página online desta embarcação histórica da formação naval de marinheiros portugueses nos últimos 55 anos.

Curiosamente largara amarras do Rio de Janeiro, no Brasil, a 25 de Abril de 1962, dia que anos mais tarde ficaria na história de Portugal. Aos comandos, o Capitão-Tenente Silva Horta, passa pelo Funchal, falhando a pomposa inauguração do Porto do Funchal, aos 16 dias do sétimo mês, faz amanhã 55 anos.

Para assinalar a data, a APRAM promove “um momento de comemoração da empresa” e que, “ao mesmo tempo, promova a ligação da população com os portos regionais”, assinala em nota. “O objectivo é abrir o porto à população, com visitas guiadas à Gare Marítima, colóquios sobre a economia azul, actividades náuticas, espectáculos e aluguer de espaços para comercialização, nomeadamente de alimentos, bebidas e artesanato”.

Será também “dia de festa na própria empresa, com convívios entre os trabalhadores e reformados da APRAM e a atribuição de distinções por antiguidade ou serviços relevantes”.

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