Retirada de amianto gera polémica no P. Santo

14 Jul 2018 / 02:00 H.

O médico que se encontrava ao serviço no Centro de Saúde do Porto Santo na última quarta-feira- quando cinco funcionárias da Escola Básica e Secundária Dr. Francisco de Freitas Branco deram entrada com problemas respiratórios, alegadamente depois da retirada de amianto deste estabelecimento de ensino- referiu ao DIÁRIO que aconselhou os pacientes a não voltarem ao local de trabalho por ser “altamente prejudicial” à sua saúde.

Disse ainda que algumas destas pessoas apresentavam dificuldade em respirar e que uma funcionária tinha reacções alérgicas.

O DIÁRIO tentou contactar o SESARAM para esclarecer o estado de saúde das pacientes e os motivos porque foram transportadas, que não respondeu às questões, remetendo para um comunicado emitido na tarde da última quinta-feira pela Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas. Nesta nota, a referida Secretaria dizia-se “surpreendida” com a informação. Explicou que o trabalhador presente no local, devidamente equipado com o fato de segurança, “não estava a retirar placas de amianto, mas sim a inspeccionar o local onde, no dia seguinte, se iriam iniciar os trabalhos de remoção”. A Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas garantiu que na passada quarta-feira não houve trabalhos de remoção de amianto nesta escola e esclareceu que “as pessoas em causa foram devidamente atendidas e examinadas no centro de saúde e que se encontram bem”.

Frisou ainda que as obras de construção da nova Escola Secundária do Porto Santo e de retirada de amianto “estão a ser executadas por uma empresa devidamente certificada para o efeito” e que “esta cumpre todos os requisitos e procedimentos aos quais está obrigada”.

Governo vai fazer medição
do nível de fibras de amianto

Além disso, disse que “após ter sido informada do sucedido deu instruções para que fosse feita, de imediato, uma medição do nível de fibras de amianto presentes no espaço onde se encontravam as pessoas”.

“Estes resultados estarão disponíveis no início da próxima semana e serão publicamente divulgados, independentemente da realização de uma averiguação mais formal ao sucedido, para apurar as circunstâncias que conduziram a este episódio apresentado à direcção da escola”, acrescentou.

Também o Partido Ecologista Os Verdes demonstrou a sua preocupação para com “a ausência de informação relativamente às obras de remoção do amianto das coberturas” da Escola do Porto Santo.

“Os Verdes consideram que tudo indicia, não terem sido cumpridos, na totalidade, os procedimentos previstos para garantirem a salvaguarda, segurança e protecção da saúde dos trabalhadores, mas também a segurança de terceiros aquando da remoção, transporte e deposição de RCDA (Resíduos de Construção e Demolição com Amianto)”. Garantiram que “vão requerer explicações ao Governo Regional da Madeira, através do Grupo Parlamentar da CDU na Assembleia Legislativa Regional, sobre as medidas de prevenção tomadas na remoção do amianto na escola dos Farrobos e EBS Prof. Dr. Francisco de Freitas Branco, no Porto Santo”.

Já o PCP acusou o Governo de “mentir desavergonhadamente quando procura fazer crer que nas escolas do Porto Santo os produtos contento amianto não estão ainda a ser removidos, pois, tal processo já se iniciou na última semana”. “Mente desavergonhadamente o Governo Regional quando pretende negar que as várias pessoas que procuraram cuidados de saúde nas urgências do Centro de Saúde do Porto Santo, com relação directa e próxima com amianto, nada teriam a ver com aquele problema”, adiantou. *COM GONÇALO MAIA

O médico que se encontrava ao serviço no Centro de Saúde do Porto Santo na última quarta-feira- quando cinco funcionárias da Escola Básica e Secundária Dr. Francisco de Freitas Branco deram entrada com problemas respiratórios, alegadamente depois da retirada de amianto deste estabelecimento de ensino- referiu ao DIÁRIO que aconselhou os pacientes a não voltarem ao local de trabalho por ser “altamente prejudicial” à sua saúde.

Disse ainda que algumas destas pessoas apresentavam dificuldade em respirar e que uma funcionária tinha alergia na pele.

O DIÁRIO tentou contactar o SESARAM para esclarecer o estado de saúde das pacientes e os motivos porque foram transportadas, que não respondeu às questões, remetendo para um comunicado emitido na tarde da última quinta-feira pela Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas. Nesta nota, a referida Secretaria dizia-se “surpreendida” com a informação. Explicou que o trabalhador presente no local, devidamente equipado com o fato de segurança, “não estava a retirar placas de amianto, mas sim a inspeccionar o local onde, no dia seguinte, se iriam iniciar os trabalhos de remoção”. A Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas garantiu que na passada quarta-feira não houve trabalhos de remoção de amianto nesta escola e esclareceu que “as pessoas em causa foram devidamente atendidas e examinadas no centro de saúde e que se encontram bem”.

Frisou ainda que as obras de construção da nova Escola Secundária do Porto Santo e de retirada de amianto “estão a ser executadas por uma empresa devidamente certificada para o efeito” e que “esta cumpre todos os requisitos e procedimentos aos quais está obrigada”.

Governo vai fazer medição do nível de fibras de amianto

Além disso, disse que “após ter sido informada do sucedido deu instruções para que fosse feita, de imediato, uma medição do nível de fibras de amianto presentes no espaço onde se encontravam as pessoas”.

“Estes resultados estarão disponíveis no início da próxima semana e serão publicamente divulgados, independentemente da realização de uma averiguação mais formal ao sucedido, para apurar as circunstâncias que conduziram a este episódio apresentado à direcção da escola”, acrescentou.

Também o Partido Ecologista Os Verdes demonstrou a sua preocupação para com “a ausência de informação relativamente às obras de remoção do amianto das coberturas” da Escola do Porto Santo.

“Os Verdes consideram que tudo indicia, não terem sido cumpridos, na totalidade, os procedimentos previstos para garantirem a salvaguarda, segurança e protecção da saúde dos trabalhadores, mas também a segurança de terceiros aquando da remoção, transporte e deposição de RCDA (Resíduos de Construção e Demolição com Amianto)”. Garantiram que “vão requerer explicações ao Governo Regional da Madeira, através do Grupo Parlamentar da CDU na Assembleia Legislativa Regional, sobre as medidas de prevenção tomadas na remoção do amianto na escola dos Farrobos e EBS Prof. Dr. Francisco de Freitas Branco, no Porto Santo”.

Já o PCP acusou o Governo de “mentir desavergonhadamente quando procura fazer crer que nas escolas do Porto Santo os produtos contento amianto não estão ainda a ser removidos, pois, tal processo já se iniciou na última semana”. “Mente desavergonhadamente o Governo Regional quando pretende negar que as várias pessoas que procuraram cuidados de saúde nas urgências do Centro de Saúde do Porto Santo, com relação directa e próxima com amianto, nada teriam a ver com aquele problema”, adiantou. *COM GONÇALO MAIA

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