Mercearias Sociais com capacidade de expansão

É possível que outros concelhos da madeira possam contar com esta ajuda

06 Dez 2017 / 02:00 H.

O Funchal passa a dispor de duas Mercearias Sociais com vista a apoiar as famílias carenciadas. O novo espaço, inaugurado ontem, fica situado na Avenida Luís de Camões, no Funchal, numas instalações cedidas pela Investimentos Habitacionais da Madeira e nasce graças a um convite do Banco Alimentar ao Centro Luís de Camões, tendo sido logo abraçado por esta instituição que já apoia muitas famílias carenciadas.

Na abertura desta segunda Mercearia Social, a Secretária da Inclusão e Assuntos Sociais congratulou-se com este passo importante de ajuda ao próximo, num projecto de proximidade e de dignidade para com as pessoas, manifestando o interesse do Governo Regional e da sua Secretaria em continuar a ajudar, quer seja através de instalações ou de contratos-programa.

Rita Andrade enalteceu o papel do Centro Luís de Camões, uma entidade que tem contribuído com um conjunto de respostas sociais importantes no Funchal, sobretudo no Bairro do Hospital.

Fátima Aveiro, presidente do Banco Alimentar na Madeira, não coloca de parte a hipótese de abrir mais mercearias sociais também noutros concelhos onde há muita gente a precisar de ajuda, embora a prioridade, nesta fase, seja oferecer espaços destes à população do Funchal, por ser o concelho com mais instituições apoiadas pelo Banco Alimentar.

Este é um trabalho que nasce “graças ao esforço e às parcerias de várias entidades e é a prova de que, quando bem envolvidas nos projectos que abraçam, funcionam bem, com resultados à vista”, refere Fátima Aveiro que tem batido ‘porta a porta’ à procura de ajudas. Salientou ainda que as Mercearias Sociais podem ser criadas por instituições de solidariedade social, estando em estudo a abertura de uma nestes moldes.

Com esta iniciativa, as pessoas têm mais opções de escolha em relação aos tradicionais cabazes, podendo escolher os produtos que mais desejam. O projecto pretende ajudar de uma forma livre as famílias que recebem cabazes alimentares através de um sistema de crédito específico. Rubina Camacho, directora técnica do Centro Luís de Camões explicou que, nesta primeira fase, serão seleccionadas seis das muitas famílias que já são apoiadas pelo Centro Luís de Camões, mas a ideia é poder estender esta ajuda a todos os que dela necessitam. Um trabalho que vai demorar a ser feito, por haver muitas famílias à espera de ajuda alimentar.

Nesta primeira fase estão disponíveis alguns produtos de primeira necessidade, como enlatados, arroz, massas, cereais, bolachas e lacticínios, sendo importante alargar a oferta a produtos de higiene.

A abertura contou a presença de diversas entidades e de alguns parceiras desta iniciativa.

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