Desertificação da Fajã de Ovelha ajuda risco de fogo

Gabriel Neto nota um crescimento de terras abandonadas e com muito mato

20 Jun 2017 / 02:00 H.

A Fajã de Ovelha tem sido fortemente fustigada pelos incêndios. Foi em 2012 quando as chamas alcançaram a localidade quando este entrou pela freguesia vizinha da Ponta do Pargo. Mas em 2016 a população viveu horas de pavor. Apesar dos fogos serem cíclicos para o presidente da Junta de Freguesia existe um fenómeno na localidade serrana que pode ajudar às ignições ou até ser um alvo fácil para que o lume ganhe proporções.

“Acho que a desertificação humana ajuda aumentar o risco de incêndios. Aliás basta verificar a quantidade de terrenos que estão por cultivar”, observa o centrista popular o centrista popular dizendo não assistir a muitas limpezas dos donos dos terrenos: “Infelizmente e apesar de termos tido alguns incêndios na nossa freguesia, noto que alguns proprietários não têm essa preocupação, o que deixa, naturalmente as pessoas que têm as suas casas nas proximidades destes mais apreensivas
”.

Seja como for diz que o papel da autarquia passa por encaminhar os munícipes à Câmara: “Não temos capacidade para resolver esses problemas. O que fazemos é encaminhar para a edilidade numa tentativa que haja uma solução que agrade a todas as partes”.

De resto, na floresta onde recorda ter ajudado os bombeiros no combate aos fogos de 2016, nota que tem existido uma maior preocupação do governo na limpeza dos acessos. “Foram feitos alguns trabalhos e há promessa do governo voltar a intervir, mas não sei quando”, manifesta, mostrando a sua esperança que a Fajã de Ovelha fique desta vez protegida pelos santos dos fogos.

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