Deputados recebem apoio a dobrar

Deputados das ilhas recebem subsídios da Assembleia e de mobilidade

15 Abr 2018 / 02:00 H.

Existe um conjunto de deputados da Madeira e dos Açores a receber apoio social de mobilidade, respeitante às viagens aéreas, que não são pagas por eles, mas pela Assembleia da República. O tema foi notícia na edição, de ontem do semanário Expresso e, desde logo, provocou muita indignação, que foi reflectida nos comentários nas notícias on-line dos jornais e nas redes sociais mais conhecidas.

No trabalho que realizou, o semanário confirmou que pelo menos sete dos 12 deputados em causa (seis eleitos pela Madeira, cinco pelos Açores e Costa Neves, que tendo sido eleito pelo Porto é dos Açores) recebem o apoio social de mobilidade. Entre esses sete está o líder da bancada socialista Carlos César.

De todos os casos, o Expresso teve apenas uma confirmação de uma pessoa que, por opção pessoa, não recebe o apoio social de mobilidade. Trata-se da deputada madeirense do PSD, Rubina Berardo.

O DIÁRIO contactou a deputada no sentido de melhor perceber as razões da opção que tomou. Mas Rubina Berrado não se quis alargar em comentários e justificou: “São auto-explicativas as minhas razões”.

Também pedimos um comentário da Sara Madruga da Costa, que, de acordo com o Expresso não respondeu a 20 tentativas de contacto. Mas, também ao DIÁRIO, a deputada não quis comentar a questão, alegando que não havia ainda lido a notícia. Paulo Neves, estava presente, mas também não comentou.

Tentámos, da mesma forma, ouvir Carlos Pereira, mas sem sucesso. Já Paulino Ascenção preferiu remeter para as declarações feitas ao Expresso.

O que os deputados explicaram ao Expresso é que têm de marcar viagens quase semana a semana, o que faz com que, muitas vezes os preços se situem acima dos 400 euros, pelo que têm de assumir parte dos custos.

Como é explicado na edição do semanário, os deputados residentes na regiões recebem 500 euros por semana, sem necessidade de apresentar o comprovativo de voo.

O Expresso ouviu três especialistas em direito. Um não tem dúvidas de que o procedimento dos deputados tem enquadramento legal. Outros dois colocam a hipótese de haver recebimento indevido de vantagem.