Debate para esclarecer critérios duvidosos

13 Jan 2018 / 02:00 H.

Em defesa de “uma votação consciente”, Tânia Silva, a mandatária da lista de Carlos Pereira no Município da Ponta do Sol, entende ser fundamental que haja debate entre os candidatos à liderança do PS – Madeira, sob pena dos militantes, que diz revelarem cada vez mais capacidade para perceber e interpretar os projectos, recusarem votar no próximo dia 19 em quem se candidata tendo por base critérios duvidosos, numa clara indirecta dirigida à candidatura de Emanuel Câmara.

A militante e ex-autarca ponta-solense, que tem a particularidade de ser prima da actual presidente da Câmara, Célia Pessegueiro, ao contrário desta, apoia a candidatura de Carlos Pereira. Entende que faz falta um debate ‘cara a cara’ entre os dois candidatos para que os socialistas fiquem devidamente esclarecidos e possam votar em consciência.

“Acho fundamental nos dias de hoje haver debates entre os vários candidatos ao cargo de presidente dos socialistas madeirenses. Cada vez mais o eleitorado tem literacia política e recusa-se a votar tendo por base critérios duvidosos”, adverte.

Diz mesmo que “a votação exige uma análise concreta e consciente e isso só será possível se houver transparência na apresentação do projecto de cada um dos candidatos”, deixando assim mais uma farpa à lista opositora à continuidade de Carlos Pereira na liderança dos socialistas madeirenses.

Porque qualquer disputa interna deixa sempre marcas, Tânia Silva, em tom de apelo, diz que “somos todos socialistas e queremos união e não o contrário. Queremos alguém que nos mostre o que pretende fazer com a sua competência”, reforça.

Com a decisão tomada de apoiar Carlos Pereira, a militante e ex-autarca justifica a opção “porque acredito em quem fez o partido crescer e quem mostra garra, transparência e força para defender o seu projecto com toda a competência que o mesmo exige”.

A pouco mais de uma semana da eleição interna, sustenta que “é tempo de aplicarmos uma democracia onde não haja medos, ambições políticas, nem que haja outros interesses que não sejam o melhor para o nosso partido e a nossa Madeira. É necessário que as pessoas sejam responsáveis nos cargos que exercem e nos que se comprometeram a exercer”, conclui, numa indirecta à lista de Emanuel Câmara e à possibilidade do candidato a presidente do Governo Regional vir a ser Paulo Cafôfo, o edil funchalense.