Daisy abre o seu livro

Porto Santo faz-se representar por uma modelo que é apaixonada pela literatura

27 Jun 2017 / 02:00 H.

Nasceu num paraíso dourado, mesmo aqui ao lado. Gosta de ser tratada por Daisy, tem 18 anos e crê no amor intemporal, fruto da sua paixão pelos livros. A modelo representa o Porto Santo, local que prima pelo “descanso e relaxamento”. Apresentamos aquela que é a nona concorrente do Miss Portuguesa Madeira 2017, faltando agora conhecer cinco belezas até à gala final, que se realiza no Centro de Congressos da Madeira, no próximo dia 9 de Julho.

Apaixonada pela Sétima Arte, depois de vencer o prémio de melhor actriz, recebido num dos concursos Carlos Varela, de teatro escolar, a porto-santense valoriza o peixe-espada com banana, prato típico regional que é confeccionado com “um dos melhores peixes que nos ladeiam”, sem esquecer a fruta “suculentamente doce”, sendo, na sua opinião, “uma das melhores combinações do arquipélago”. Contudo, é o Bacalhau à Brás que faz o tacho em casa tremer, dado que este é o seu prato favorito.

A sua música predilecta é da autoria de uma artista que também é proveniente de uma ilha. ‘Angel by the wings’, da australiana Sia, é o que faz o seu corpo balançar. No campo da literatura, saiba que “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar”, de José Saramago, é uma das citações que fizeram a modelo reflectir sobre a vida.

“Desde esse momento tenho a frase em consideração, em tudo aquilo que faço ou observo, no comportamento daqueles que me rodeiam, pois ajuda-me a valorizar o que tenho e quem tenho presente na minha vida”, salientou Daisy, que ainda assim abriu algumas páginas do seu livro geográfico para dizer que o Porto das Salemas é o seu sítio preferido, visto que “a beleza natural das suas piscinas, de tons azuis, deixam qualquer um apaixonado e com o olhar fixo no horizonte”, permitindo “esquecer dramas, conflitos pessoais ou, até mesmo, de nós próprios”.

Do estado ‘zen’ para o mundo real, a concorrente espera que a autarquia continue a promover eventos culturais e interactivos na ilha que a viu crescer, concelho que considera ser “uma cidade limpa e com a melhor qualidade de ar e ambiente em todo o país”. Apesar de “gostar imenso de jogar badminton e voleibol”, a jovem prefere “fazer caminhadas ou corrida ao ar livre”, dando uma passada na conversa para o tipo de voluntariado que gostaria de fazer na sua área de residência.

“A nível da população, promoveria o diálogo e cooperação com idosos e utentes internados, a partir de visitas semanais, revestidas de leituras e actividades pedagógicas”, disse a ‘coração mole’, mostrando também a sua vontade em “apostar nas acções de formação, sensibilizando os mais jovens para a melhoria do agregado familiar, criando uma associação de cooperação entre cidadãos”.

Pertencer ao lote de candidatas é “uma irrealidade bem real”, para Daisy, que ainda não caiu em si, ainda assim esta é uma faixa que a “disciplina e forma como pessoa”, ainda para mais sendo esta a “motivação necessária para nunca desistir” dos seus objectivos e sonhos. No seu ponto de vista, uma Miss deve “ser uma mulher consciente dos problemas sociais e pragmática na resolução” dos mesmos, sendo uma honra representar a Madeira caso vença o concurso”, não se coibindo de afirmar que gostaria de levar o Porto Santo além-fronteiras, fazendo um filme, escrevendo um livro ou participando num vídeo promocional.