Dados da TAP contrariam tese de Albuquerque

Companhia alega que fomenta o turismo na Região e acena com crescimento de 18%

06 Jul 2018 / 02:00 H.

A administração da TAP continua a não emitir qualquer posicionamento sobre a intenção do Governo Regional em processar a companhia aérea por alegado crime económico e penalização da economia regional. Contudo, fontes da companhia alertam para dados que deviam ser tidos em conta na troca de argumentos e que contrariam a tese de Miguel Albuquerque.

“A TAP voa para a Madeira há mais de meio século. Actualmente, voa 70 vezes por semana para o Funchal e 6 vezes por semana para o Porto Santo. Só este ano, até Maio, já transportámos para o Funchal mais de 290 mil passageiros provenientes de todas as rotas internacionais em que a TAP opera, o que significa um acréscimo de 18% face ao mesmo período do ano passado”, refere ao DIÁRIO fonte oficial da TAP.

Neste crescimento, destaque para o aumento de 41% registado no número de passageiros oriundos da Europa e de 15% nos provenientes dos Estados Unidos, com a TAP a assumir que “o Programa Stopover, que no ano passado foi estendido à ilha da Madeira, também deu um forte contributo para este crescimento, incentivando os turistas a conhecer dois destinos portugueses na mesma viagem”.

Vários constrangimentos

Por outro lado, já em comunicado, a TAP informou ontem que há vários “constrangimentos na origem das irregularidades na sua operação” na Madeira, recordando “factores meteorológicos que têm sido piores este ano”.

“No ano passado, entre Janeiro e Maio, foram cancelados 22 voos por razões meteorológicas. Este ano, no mesmo período, foram cancelados 139 pelo mesmo motivo. Para a TAP, mais importante do que os custos desses constrangimentos é a segurança dos seus passageiros, que é inegociável”,.

Na lista de constrangimentos que provocaram cancelamentos pontuais estão ainda as “obras no Aeroporto Sá Carneiro [Porto], também em Lisboa, greve de tráfego aéreo em Marselha, bem como falta de tripulação”.

A transportadora aérea também lembra estar a sofrer “sérios danos” na sua pontualidade devido aos “graves constrangimentos e limitações” do aeroporto de Lisboa e do controlo do tráfego aéreo, que se têm agravado e que segundo a transportadora provoca uma “situação muito preocupante e danosa para os seus planos de expansão”.

A TAP não esconde que as queixas dos passageiros reflectem essas “perturbações, às quais se juntam também desafios operacionais” que a empresa espera resolver brevemente com a chegada de novos aviões e com “o recrutamento, em curso, de mais tripulantes”.

A ANA - Aeroportos de Portugal recusa que a TAP a responsabilize por cancelamentos e atrasos, considerando que a falta de pontualidade nas companhias pode ser causada, nomeadamente, pela “operação sobredimensionada em relação à frota e tripulação” disponíveis. R.M.O.

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