Crise de eficácia

Marítimo tem o pior ataque da I Liga, a par do Moreirense

14 Fev 2018 / 17:38 H.

O Marítimo tem o pior ataque do campeonato – a par do Moreirense – reflexo do ciclo recente, já que marcou três golos nos últimos oito jogos. Os verde-rubros contabilizam 18 golos e têm, por isso, um dos ataques menos concretizadores da I Liga. Nos últimos tempos o Marítimo aliou a baixa produtividade ofensiva com a menor qualidade defensiva, já que tem denotado elevada permeabilidade a esse nível. Tudo conjugado dá origem a um ciclo francamente negativo, o pior desde que Daniel Ramos assumiu o comando da equipa, ainda na primeira volta da época passada.

O contraste, no aspecto ofensivo, é evidente. Basta lembrar que os verde-rubros só ficaram em branco por três vezes ao longo de toda a primeira volta do campeonato (17 jornadas). Daí para cá, em cinco jornadas, o Marítimo já ficou a zeros em quatro ocasiões. Sintomático. Marcar pelo menos um golo e gerir o jogo com base na elevada coesão defensiva foi a imagem de marca dos verde-rubros, com resultados assinaláveis, ficando mesmo à beira de estabelecer novo recorde de pontos na primeira metade do campeonato – ficou pelos 27, não chegando aos 30 desejados. Neste momento tem 29.

Curiosamente o Marítimo tem os mesmos 18 golos que tinha apontado nas primeiras 22 jornadas da época passada. Nesse caso, no entanto, quatro equipas apresentavam pior registo ofensivo. Só que nas 12 rondas seguintes a equipa de Daniel Ramos foi particularmente eficaz, terminando o campeonato 2016/2017 com 34 golos, fundamental para carimbar o passaporte para a Liga Europa.

‘Eclipse’ ajuda a explicar

O ‘eclipse’ exibicional dos melhores concretizadores verde-rubros também ajuda a explicar esta seca de golos. Ricardo Valente é o jogador do Marítimo com mais golos no campeonato (quatro) e já não marca desde a 11.ª jornada, a 5 de Novembro.

Mas o caso mais flagrante será o de Rodrigo Pinho, segundo melhor marcador dos verde-rubros no campeonato, mas o principal goleador nas diversas competições (10 golos). O avançado brasileiro não marca para a I Liga desde a 10.ª jornada, a 28 de Outubro. Depois disso fez o gosto ao pé apenas em jogos da Taça de Portugal e Taça da Liga. Ficou mesmo fora da convocatória para a deslocação ao Estádio do Bessa e foi suplente utilizado nos dois últimos jogos.

Daniel Ramos procura a melhor ‘fórmula’ para recuperar alguma da eficácia já demonstrada. Everton tem sido aposta como principal referência ofensiva, num processo que vai muito além da escolha do homem de ataque. Resta saber de que forma, e com que estratégia, o treinador irá alterar esta situação para devolver ao Marítimo os bons momentos, os tais que foram uma constante desde a sua chegada ao clube.

Outras Notícias