Costinha estranha erros de arbitragem

Treinador diz que “é fácil marcar penaltis contra” o Nacional; a favor é que “não se marca”

15 Fev 2018 / 02:00 H.

A arbitragem, nomeadamente a de Carlos Espadinha na partida da última jornada com o Covilhã, continua na ordem do dia no Nacional. Depois da posição forte assumida pelo presidente Rui Alves no final do encontro de domingo, ontem foi a vez do treinador Costinha abordar, em conferência de imprensa, as incidências daquele jogo e, também, os ‘casos’ anteriores em que os alvinegros se sentem prejudicados.

“Custa bastante [ser prejudicado] quando trabalhamos para um objectivo”, começou por referir o técnico, numa alusão aos erros de arbitragem, recordando que esta temporada “já aconteceram muitos episódios contra a equipa do Nacional”.

Costinha não quer acreditar que há uma ‘movimentação’ para impedir o regresso do Nacional à I Liga, mas lembra “no futebol há tantas histórias (...) e o que é certo é que as coisas vão acontecendo”.

Lembrando que não é seu hábito vir a público criticar as arbitragens, até porque entende “que todos podem falhar”, Costinha justifica esta sua posição pelo facto de haver uma persistência de erros que têm penalizado a sua equipa. A começar pelo jogo com o Arouca, tendo continuidade na partida com o Famalicão e terminando na partida do passada domingo.

“Assinalar um penálti contra nós é muito fácil e quando os temos [a favor] não se marca”, regista, apontando o exemplo do jogo com o Famalicão. “Nem vou dizer o que os meus jogadores disseram que o árbitro falou, porque não ouvi. Mas se ele o disse, é grave”, sublinha.

O técnico lembra que quando o Nacional “começou a subir de forma, a ganhar jogos e a encostar-se na frente” começaram a aparecer “mais problemas para nós extra-campo, isso é que é grave”.

A tudo isto junta-se, ainda, a questão do anti-jogo, que diz estar a ser uma constante nos jogos e com a condescendência dos árbitros. Algo que não quer a sua equipa a fazer: “O Nacional é uma equipa positiva, não quero os meus jogadores a se jogaram para o chão”, sublinha.

Apesar destas contrariedades, Costinha considera que o mais importante é o grupo “saber reagir” e virar-se já para a preparação “desse jogo muito difícil que teremos no domingo”, em casa do também candidato à subida de divisão, Académico de Viseu. E vinca: “Temos que ser mais fortes do que todas as situações que nos possam prejudicar.”