Corpo da Polícia Florestal vai ter subsídio de turno

17 Jul 2017 / 02:00 H.

A Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais (SRARN) prepara-se para publicar uma portaria que prevê o pagamento de um subsídio de turno ao Corpo da Polícia Florestal.

Entendeu aquela tutela do Governo Regional que a natureza da actividade da Polícia Florestal na Madeira obriga a que sejam considerados dias normais de trabalho todos os dias de semana, incluindo sábados, domingos e feriados, justificando-se assim esta clarificação das regras que lhes são aplicáveis em matéria de duração e organização do tempo de trabalho. É neste âmbito que surgirá um novo regulamento de horário de trabalho para estes profissionais.

“Pretende-se valorizar o trabalho desempenhado por uma corporação com mais de 104 anos de história na defesa do património natural da Região Autónoma da Madeira”, considera Susana Prada, secretária do Ambiente e dos Recursos Naturais.

Actualmente, o Corpo de Polícia Florestal é composto por 78 elementos e a sua actividade é desenvolvida em duas vertentes distintas: Uma enquanto auxiliares dos técnicos do Instituto da Floresta e Conservação da Natureza (IFCN), através do acompanhamento de actividades técnico-científicas no campo, como sejam a recolha de informação, a identificação de incidências anómalas, o apoio à investigação e a intervenção em acções de carácter técnico; E outra, enquanto órgão de polícia criminal através de uma acção de policiamento, fiscalização, vigilância e investigação no âmbito da legislação Florestal e Penal.

Desde a sua génese, o trabalho da Polícia Florestal na preservação dos espaços florestais e na valorização dos recursos naturais assumiu grande relevância na sustentação dos núcleos populacionais que deles sempre se socorreram, possibilitando ainda o fomento de actividades relacionadas com a natureza e o uso múltiplo, de onde se destaca o recreio e lazer, factores que a SRARN considera fundamentais para o desenvolvimento turístico e económico da Região.

A Polícia Florestal enquanto agente de protecção civil da Madeira tem desenvolvido um trabalho de primeira linha na vigilância e colaboração ao combate aos incêndios florestais e nas buscas e resgates que empreendem na nossa floresta.