Conservatório pede edifício feito de raiz

Carlos Gonçalves pediu um edifício feito de raiz. Albuquerque pediu temperança

03 Out 2017 / 02:00 H.

O Conservatório Escola das Artes Eng. Luiz Peter Clode deu ontem, oficialmente, início a mais um ano lectivo, com o seu director pedagógico, Carlos Gonçalves, a referir que são necessárias obras de melhoramento na actual sede ou, mesmo, um novo edifício. O presidente do Governo Regional diz ser necessário agir com “temperança”.

Esta escola que se dedica ao ensino artístico conta com cerca de 1.500 alunos inscritos, dispersos pelos dez núcleos existentes na Região. O edifício sede, localizado na Avenida Luís de Camões, carece de uma intervenção a fundo. “A maior necessidade é termos um edifício construído de raiz, pois este tem muitos problemas”, referiu.

“Temos feito algumas acções de desinfestação, mas a verdade é que quando temos formiga-branca e caruncho entranhado nas madeiras do próprio edifício não é fácil combater”, explicou Carlos Gonçalves, acrescentando que estas pragas colocam em causa a preservação de vários instrumentos.

Aliás, essa é uma área que também necessita de um reforço, que também já aconteceu na passada sexta-feira, com a chegada de seis pianos ao Conservatório. “Cada ano compramos um bocadinho [...] mas se perguntar aos professores, todos eles precisam de instrumentos”, assume o director pedagógico.

Por seu lado, Miguel Albuquerque assumiu que a sede é um prédio muito bonito que, “evidentemente tem que ser melhorado e vai ser arranjado”. Contudo, ressalvou que tem “grandes condições de dignidade” para o exercício das aulas. Questionado sobre a possibilidade de se construir um novo edifício-sede, Albuquerque afirmou que conta melhorar o existente, até porque “não vamos fazer prédios megalómanos”. “Tem todas as condições, também estamos habituados a ter tudo e acho que é preciso ter uma coisa que se chama temperança. A temperança é usar o que temos da melhor maneira.

O presidente do Governo Regional quis ressalvar o trabalho que tem sido feito, nomeadamente junto das escolas da Região.

Na cerimónia que decorreu no jardim do Conservatório, o presidente do Governo Regional assistiu a um espectáculo protagonizado pelos alunos, acompanhado pelo secretário da Educação e pelo director regional da Educação.

Escolas juntam-se ao Conservatório para potenciar ensino articulado das artes

A cerimónia oficial de abertura do ano lectivo serviu também para a assinatura de protocolos com várias escolas da Região, que vem possibilitar a criação de turmas, nesses estabelecimentos de ensino, que possibilitem o ensino artístico articulado.

Dessa forma, as turmas têm substituídas duas disciplinas pelas pertencentes ao Curso Básico de Música, o que possibilita que, na parte da manhã tenham aulas do currículo ‘normal’ e à tarde tenham aulas na sede do Conservatório ou num dos dez núcleos espalhados pela Região.

“A nível de organização dos horários é perfeitamente funcional”, assumiu Carlos Gonçalves. Além destes, existem também alunos a frequentar o ensino articulado, mas de forma isolada. No regime articulado estão cerca de 190 alunos, sendo que a principal aposta passará por este tipo de ensino.

Apesar do director pedagógico admitir que esta não é uma escola para ocupação de tempos livres, “gostaríamos que 60% dos nossos alunos conseguissem concluir o curso básico de música, que são cinco anos, e que não ficassem pelo caminho”.

Carlos Gonçalves pretende diminuir os casos de alunos que dão início a um curso, mas que depois não são capazes de o concluir. No entanto, admite que tem sido alcançado o sucesso, com muitos alunos a seguirem para cursos superiores nas áreas da Música, Teatro e Dança, sendo que alguns nem sequer tentam a sorte em Portugal, partindo logo para escolas mais reputadas em termos internacional, onde são reconhecidos pela qualidade do ensino que já receberam.

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