Conselho de Disciplina confirma descida do União

Clube madeirense vai recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto

13 Jun 2018 / 02:00 H.

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol ‘atirou’ ontem o União da Madeira para o Campeonato de Portugal, ao punir o Santa Clara ao pagamento de uma multa de 6.210 euros por não ter cumprido número mínimo de jogadores sub-23.

Em causa, estavam os processos disciplinares relativos a três jogos da formação açoriana com União da Madeira, Gil Vicente e Varzim, das 25.ª, 26.ª e 27.ª jornadas da II Liga, respectivamente, nos quais não constavam dois jogadores sub-23, como estabelecem os regulamentos.

A administração do União, que ontem esteve reunida com o Secretário de Estado do Desporto, durante a qual expôs o ‘caso Santa Clara’, exigindo justiça’, vai recorrer da decisão para o pleno do Conselho de Disciplina da FPF.

O presidente unionista, Filipe Silva, também comentou esta decisão. “Trata-se de uma decisão indigna para o futebol português e a multa aplicada ao Santa Clara ridícula. Como é óbvio, vamos recorrer para o pleno do Conselho de Disciplina, porque esta foi uma decisão do relator. A missa ainda vai no adro. Estamos confiantes de que vamos ganhar esta batalha”, sublinhou o dirigente.

Entretanto, em comunicado, a formação da ilha de São Miguel congratulou-se por não haver “quaisquer implicações na participação do Santa Clara na I Liga”, à qual foi promovido depois de terminar a época 2017/18 no segundo lugar da II Liga, atrás do Nacional.

“O futebol português poderá contar com o Santa Clara e com os Açores na I Liga, com mérito próprio”, revelaram os açorianos na mesma nota.

O Conselho de Disciplina acabou por seguir a recomendação da Comissão de Instrutores da Liga, que no passado mês de Maio sugeriu a aplicação de uma multa ao clube açoriano e descartou a sanção de perda de pontos, o que poderia implicar o impedimento do clube subir à I Liga e, na mesma ordem de razão, a manutenção do União na II Liga.

O Santa Clara lamentou ainda em comunicado as “campanhas falsas e insidiosas de instituições com muita história no futebol português que não souberam respeitar o Santa Clara e os Açores”.

A formação açoriana ainda tem em mãos um outro processo disciplinar, por o treinador Carlos Pinto, que garantiu a subida do clube à I Liga, não ter formação adequada para treinar uma equipa de futebol profissional.

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