Concursos de professores já em Junho

Jorge Carvalho diz que os 400 docentes a contrato são para suprir faltas excepcionais

20 Mai 2017 / 02:00 H.

O secretário regional de Educação, Jorge Carvalho, anunciou, ontem, na abertura do 12.º Congresso dos Professores da Madeira, que o próximo concurso de docentes será aberto em Junho, “muito mais cedo” do que tem sido habitual, de modo a que os profissionais possam preparar com a antecedência as actividades lectivas, organizar a vida pessoal e gozar as férias de forma tranquila.

O governante defendeu que a Madeira “tem procurado valorizar o professor” e é um exemplo a nível nacional em termos de estabilidade do corpo docente, sublinhando que não há problemas de precariedade como acontece a nível nacional. Prova disso é “o facto de tendo sido criada agora uma condição para uma vinculação extraordinária por parte do Ministério da Educação não se encontramos nenhum professor que se enquadre nesses critérios na Região, isto porque há algum tempo atrás procurou-se essa mesma vinculação”, referiu. Segundo Jorge Carvalho, “dos 400 e poucos professores” que estão a contrato na Madeira “392 são para suprir baixas médicas” ou seja, são para “suprir necessidades excepcionais e não permanentes do sistema”.

À beira de comemorar 40 anos de existência, o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) vai “continuar a percorrer os caminhos de um sindicalismo interventivo e reivindicativo que constitui uma marca na sua história”. Isto mesmo prometeu o coordenador desta instituição, Francisco Oliveira, na abertura do 12.º Congresso. O dirigente sindical sublinhou que um “sistema de educação com qualidade só é possível com os docentes motivados e valorizados” e constatou que, “infelizmente, nos últimos dez anos, têm sido tomadas pelos diversos governos muitas medidas lesivas dos direitos e graves atropelos não só a nível financeiro mas também em termos de sobrecarga de trabalho, o que tem contribuído em termos gerais para a desvalorização social da classe”. Face a este quadro, Francisco Oliveira prometeu que o “SPM continuará a intervir para que esta situação se inverta”. Na sessão, intervieram também o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, o presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, e o presidente do conselho nacional da Fenprof, João Cunha Serra.