“Com os pés bem assentes no chão”

Edgar Costa acredita ser possível a Europa, mas fala em muitas dificuldades até lá

08 Nov 2017 / 02:00 H.

Edgar Costa encontrou no Marítimo uma segunda vida na sua carreira de futebolista profissional. O extremo madeirense, de 30 anos, natural de Câmara de Lobos, vai na sua quarta temporada ao serviço dos verde-rubros (tem contrato até 2018/19) e, esta época, assume a responsabilidade de ser o ‘capitão’ de equipa. “Ser capitão não torna esta época diferente das anteriores, mas torna-me o braço mais pesado”, salientou com um sorriso.

O jogador madeirense tem já, esta temporada, 14 jogos contabilizados pelo Marítimo, dois deles na Liga Europa e um na Taça da Liga, mas esteve presente em todos os jogos da Liga, onde soma dois golos . “Naturalmente que se puder fazer dez golos fá-los-ei, mas o fundamental é ajudar a equipa, independentemente de quem marca”, refere Edgar Costa, cujo melhor registo numa época foi em 2015/16, em que anotou seis golos em todas as competições.

Ontem, porta voz do grupo de trabalho, o ‘capitão’ maritimista falou da vitória em Santa Maria da Feira, a segunda da temporada na Liga fora de portas. “Foi importante ganhar para quebrar algum estigma que já vinha a ser colocado. É óbvio que muitas equipas sentem grandes dificuldades quando jogam fora de casa, até com os ditos grandes assim acontece. No nosso caso, vamos fazendo o nosso campeonato, procurando sempre os três pontos em todos os campos. Jogamos sempre para ganhar, mas nem sempre isso é possível”, sublinha com convicção.

Edgar Costa salienta a boa época que vem o Marítimo realizando. “Acho que estamos todos de parabéns pelo campeonato que temos vindo a fazer”, sublinha.

Contudo, o extremo verde-rubro assegura estar todo o grupo “com os pés bem assentes no chão”. “Sabemos das dificuldades que temos pela frente, sabemos que nada é fácil e temos a noção que não vamos ganhar todos os jogos”, reforça a ideia.

Com 22 pontos já alcançados, o Marítimo estará perto dos 30 pontos previstos para a manutenção, um dos primeiros objectivos traçados por Daniel Ramos. “Nada está garantido. O nosso objectivo é jogo a jogo e penso que para a manutenção, num campeonato que vem sendo muito equilibrado, muito mais que no anterior, serão precisos 35 pontos. Para chegar à Europa não sei”, sustenta.

De resto, Edgar Costa diz que “pelo campeonato que temos vindo a realizar é possível chegar ao 4º lugar, mas sabemos que será muito difícil isso acontecer”, diz o jogador que, antes de elogiar o trabalho de Daniel Ramos, revela que os seus objectivos pessoais “são ultrapassados pelos interesses da equipa”.

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