Coligação PSD-CDS lidera preferências

Estudo de opinião revela que CDS é parceiro ideal para alianças na Região

15 Fev 2018 / 02:00 H.

Se nenhum partido alcançar maioria nas eleições Regionais de 2019, quase 38% dos inquiridos no estudo de opinião realizado na semana passada pela Eurosondagem entendem que a solução que garante a governabilidade da Região passa por um entendimento à direita.

Uma nova AD de cariz regional ou simplesmente uma coligação PSD-CDS é aprovada num contexto em que há muita indefinição, já que quase um quarto dos inquiridos não sabe ou não responde à questão colocada.

A segunda opção mais desejada, embora com menos 13 pontos percentuais do que a primeira, envolve novamente o CDS, mas desta feita numa coligação com os socialistas. Mais de 24% subscrevem esta solução de recursos.

Uma coligação de toda a oposição à actual maioria PSD é a proposta menos tolerada, pois só 14,5% dos inquiridos sugerem tal hipótese.

No desdobramento por concelhos nota-se que é fora do Funchal que uma nova ‘aliança democrática’ tem mais apoiantes, com 39,5%, seguindo-se preferência por uma coligação PS-CDS com 22,3% e por fim a coligação de toda a oposição com 13,9%

No Funchal, a coligação de direita atinge os 35,3%, o entendimento PS-CDS chega aos 27% e a união de toda a oposição vale 15,4%.

As soluções apontadas surgem no âmbito da sondagem cuja primeira parte revelamos na edição de ontem, ficando desde logo claro que apesar do PSD ter cinco pontos de vantagem sobre o PS, a margem obtida não é suficiente para segurar a maioria absoluta. Também ficou desde logo evidente que a governabilidade da Região implica negociação dos eventuais vencedores, à direita ou à esquerda.

Se as próximas eleições Regionais fossem agora o PSD era a força mais votada, obtendo 38,5% e 20 ou 21 deputados. A hipótese de aliança de direita composta por PSD e CDS pode não chegar para garantir a maioria absoluta. O pior dos resultados projecta 23 deputados a obter pelos dois partidos, já que o CDS, estagnado, com uma projecção de 5,9%, só obteria três mandatos.

Face a sondagem anterior publicada em Outubro passado, o PSD recupera timidamente dois pontos percentuais, enquanto o PS estabiliza nos 33%, não se notando ainda qualquer efeito imediato da nova liderança, nem do trunfo presidencial Paulo Cafôfo.

A projecção rende aos socialistas 17 ou 18 deputados, o que abre espaço para a afirmação de uma esquerda unida. A soma das partes, com JPP na equação renderia na melhor das hipóteses 24 deputados e a maioria absoluta. Mas também pode não dar para arrumar com os intentos da direita parlamentar.