CDS no Funchal teve 60 iniciativas em 100 dias

Balanço dos Autarcas desde que tomaram posse por uma “oposição responsável”

15 Fev 2018 / 02:00 H.

Os autarcas eleitos pelo CDS-PP no concelho do Funchal decidiram fazer um balanço, passados que são 100 dias desde que tomaram posse nos diversos órgãos do município, chegando à conclusão que já tiveram mais de 60 iniciativas.

Eleitos a 1 de Outubro de 2017 nas listas do CDS-PP, decidiram assim “prestar contas aos eleitores”, resumidos em “mais de 60 iniciativas, entre propostas, requerimentos, moções e assuntos de interesse para as populações”, que “foram debatidos nos diferentes órgãos autárquicos, vereação, assembleia municipal e assembleias de freguesia”.

Segundo os autarcas, “há um traço comum em todas as propostas”, que é “a procura da melhoria da qualidade de vida das populações nas diferentes freguesias do Funchal, consubstanciada na limpeza de caminhos e veredas ou na aprovação de propostas fundamentais para todo o concelho”. E acrescentam: “Destaque-se neste último ponto os descontos nas mensalidades de todas as crianças matriculadas nas creches públicas e privadas; o Cartão Eco, que premeia com pontos os munícipes que façam a recolha e entrega de resíduos sólidos na Estação dos Viveiros, recebendo em troca pontos que podem ser transformados em descontos na factura da água.”

Aliás, “nestes dois casos, para que as pessoas possam aceder aos referidos benefícios, o executivo autárquico tem de fazer aprovar os respectivos regulamentos, decisão que é da sua exclusiva competência”, alertam à gestão da ‘Confiança’.

Tendo como cabeça-de-lista Rui Barreto (na foto), os autarcas do CDS frisam ainda que “no âmbito das propostas apresentadas e aprovadas pelo executivo consta, também, o levantamento exaustivo da rede de abastecimento de águas para reduzir as perdas e, em consequência dessas poupanças, baixar o preço da água; alterações ao Plano Director Municipal (PDM) que vão permitir legalizar as casas clandestinas das zonas altas; pressão pública para obrigar a CMF a recuar na pretensão de agravar a taxa da derrama; proposta para accionar o seguro de responsabilidade civil para compensar as vítimas da tragédia do Monte; proposta para prolongar por mais 60 dias o prazo para que as vítimas dos incêndios de 2016 possam aceder ao fundo solidário da CMF”.

“Oposição responsável”

“O CDS está no poder local sob o lema de ‘oposição responsável’, quer onde é poder quer na oposição”, salientam. “É com esse propósito que tem procurado dar expressão ao voto de confiança que recebe dos eleitores, transformando-o em propostas com benefícios práticos”, começa por argumentar para explicar “o voto favorável ao orçamento da Câmara do Funchal para 2018”.

É “uma prova de que os autarcas centristas colocam os interesses das populações e do concelho acima do partido e das questiúnculas partidárias”, asseguram e acrescentando: “Fazer das pequenas realizações importantes contributos para a melhoria da qualidade de vida das populações, conferindo dignidade aos sítios e o bem-estar das suas gentes é um desígnio do CDS, para fazer com que os eleitores voltem a acreditar na política como solução responsável para resolver problemas concretos das pessoas.”

Em conclusão, garante que “ao mesmo tempo, o CDS procura provar que existem alternativas no panorama político regional que não se resumem a um ou dois partidos, o que, aliás, seria muito mau para a democracia e em contraciclo com a lógica democrática que vai pontuando a Europa moderna e progressista”.