Casa de Max como promotora da história da música

O projecto a desenvolver será dinâmico e crescerá à medida da investigação

30 Jan 2018 / 02:00 H.

Em complemento à homenagem que será concretizada a uma das figuras mais importantes da cultura regional, o espaço que servirá para instalar a Casa de Max – actualmente em fase final de negociação pelo Governo Regional, como foi noticiado pelo DIÁRIO no passado dia 18 de Janeiro – acolherá, também, uma ala dedicada à história da música, num repertório vasto e multifacetado que pretende dar a conhecer a evolução desta arte e dos seus vários estilos, ao longo do tempo, na Região.

A informação foi avançada, ao DIÁRIO, pelo gabinete da Secretária Regional do Turismo e Cultura, para quem “associar aquele que é um dos maiores ícones da música madeirense e da sua projecção no Mundo à promoção e afirmação das várias tendências que marcaram, ao longo do tempo, a história musical da Região faz todo o sentido e é, acima de tudo, importante para valorizar todo o património cultural, preservando-o e divulgando-o junto da população, residente e visitante, numa altura em que se assinalam as celebrações dos 600 anos do Descobrimento das Ilhas”.

Ainda que, com especial enfoque na música tradicional e, naturalmente, na sua influência sociocultural, o núcleo que integrará a Casa de Max contemplará uma viagem por diferentes estilos, desde a música popular à clássica e erudita, passando pelo entretenimento que era usual nas unidades hoteleiras até às canções que ficaram ‘eternizadas’ nos meios rurais e que ainda hoje permanecem na memória e nos usos e costumes de algumas freguesias.

“A preservação deste património imaterial é fundamental porque reflecte uma das componentes que mais ilustra a nossa matriz identitária, enquanto povo”, sublinha fonte da Secretaria do Turismo, acrescentando que “conhecer a nossa evolução musical é, também, perceber as influências que nos chegaram do exterior, as adaptações que fizemos aos vários estilos e a forma como, ao longo do tempo, os nossos artistas souberam criar, inovar e reinventar, sem que perdêssemos a nossa singularidade”.

O projecto a desenvolver será dinâmico e crescerá à medida da investigação que for sendo realizada e da criatividade dos seus vários intervenientes, sendo que a ideia do Governo Regional é que o mesmo possa ser integrador de várias entidades e associações ligadas à música madeirense. Neste momento, decorrem contactos com vista à criação de parcerias, estando já em curso a colaboração com a Universidade da Madeira.