Cartografia náutica nas Selvagens vai ser actualizada

Instituto Hidrográfico mostrou capacidades da lancha Mergulhão

21 Abr 2017 / 02:00 H.

A Brigada Hidrográfica da Marinha está na Madeira a realizar um levantamento hidrográfico para a actualização da cartografia náutica.

O trabalho efectuado a bordo da embarcação do Instituto Hidrográfico (IH), a lancha Mergulhão, equipada com sistema sondador multifeixe, além do levantamento dos fundos marinhos da zona do porto do Porto Santo e do porto do Funchal, tem também por objectivo fazer os tais mapeamentos noutros pontos, nomeadamente na Selvagem Pequena, onde ainda não existe qualquer cartografia actualizada nas últimas décadas.

A missão de ‘varrimento’ do fundo marítimo junto da orla costeira da pequena ilha, segundo Nuno Sousa Pereira, comandante da Zona Marítima da Madeira (ZMM), permitirá “o estudo da sensibilidade dos canais de acesso à Ilha Selvagem Pequena” e consequentemente “garantir melhores condições de segurança no acesso”, quer dos Vigilantes da Natureza, quer dos elementos da Polícia Marítima ou mesmo de outros, sempre que necessário.

Precisamente para “demonstrar a capacidade que existe nos levantamentos hidrográficos necessários à actualização da cartografia náutica”, a Autoridade Marítima na Madeira promoveu ontem à imprensa “uma demonstração da capacidade da lancha Mergulhão”, levada a cabo na baía do Funchal.

Antes de ‘soltar amarras’, o capitão-de-mar-e-guerra, Sousa Pereira, destacou o rastreamento feito na semana passada no Porto Santo, porque além da área do porto, o levantamento fez-se também no exterior onde foram afundados os navios, “casos da Corveta General Pereira D`Eça e o navio mercante Madeirense”. As imagens captadas, que foram depois mostradas aos jornalistas que seguiram a bordo do Mergulhão, pela chefe da missão da Brigada Hidrográfica, 1º Tenente Ana Nunes, identifica ao pormenor o local onde estão os navios procurados para actividades subaquáticas.

Questionado sobre o alegado fundo muito baixo no interior do porto do Porto Santo, o comandante da ZMM “desconhece que a situação possa ser preocupante”, e pese embora ressalve que os dados do estudo feito ainda serão analisados e alvo de validação técnica, admite que não seja assim tão escassa a altura entre o calado do navio Lobo Marinho e o fundo na zona de acostagem e de manobra do ‘ferry’.

Confirmou de resto a presença, nos próximos meses, nas águas da Zona Económica Exclusiva da Madeira de diversos navios do IH em acções de recolha de informação para a actualização da cartografia náutica.

Um desses navios é o NRP Gago Coutinho, que já se encontra há duas semanas nos mares da Região, onde deverá permanecer até ao início do Verão.

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