Capitão Fausto a contar os dias

A banda vai voltar a estúdio lá para Novembro. Antes, no dia 27 actua na Madeira

19 Mai 2017 / 02:00 H.

“Um concerto como os outros” é a promessa dos Capitão Fausto, que têm os dias contados para actuar na Madeira, um espectáculo integrado no Festival Aleste e na digressão do mais recente trabalho discográfico. ‘Capitão Fausto têm os dias contados’ é o álbum que dá o mote para este espectáculo, foi lançado em Abril do ano passado, “mais melódico e complexo”, um registo que espelha uma ideia de maioridade, disse na altura do lançamento o vocalista, Tomás Wallenstein, à Lusa. Em conversa ontem ao DIÁRIO, adiantou que o alinhamento será feito com as músicas do disco novo e com as dos outros discos.

‘Gazela’ tinha sido editado em 2011 e ‘Pesar o sol’ três anos depois. No final deste ano contam regressar a estúdio para o quarto disco de originais, revelou ainda o músico, acompanhado de Domingos Coimbra, Francisco Ferreira, Manuel Palha e Salvador Seabra neste projecto. O quinteto lisboeta de rock tem surpreendido o país e no ano passado o álbum que agora promove foi mesmo considerado o melhor disco do ano pela Blitz.

“Nós gostamos dele e gostamos daquilo que fizemos”, conta Wallenstein, sem arriscar razões para ser distinguido entre vários outros lançamentos de bandas nacionais. As composições são colectivas. São canções que escreveram no final do ano de 2015 estão muito ligadas à fase que a banda atravessava e por isso este disco está agarrado ao tempo, é uma coisa muito datada. “Tem a ver um bocadinho com tomar decisões e arriscar”.

A banda tem progredido, arriscando um pouco e procurando deixar de fora o público quer, não porque não lhes interesse. “Isso é meio caminho andado para começar as coisas mal”, acredita Wallenstein, para quem o essencial é ser mais genuínos centrando a música no projecto. “Nós começamos por pensar o que é que nós queremos, o que é que nós gostamos de ouvir, porque o filtro real somos nós próprios. (...) O público depois se vier a gostar ou não, é um resultado do trabalho e não um objectivo que é cumprido ou não”.

O grupo esteve recentemente numa digressão por teatros e auditórios do país, neste momento não está nos planos apostar lá fora. Ainda há muitos locais em Portugal para tocar, argumenta o músico. O percurso dos Capitão Fausto não tem sido fácil, mas tem corrido bem, confessa. “Nós temos sido fiéis a nós próprios ao longo do processo todo, e isso é uma coisa que eu estou muito contente”, afirmou. Wallenstein acrescenta que o resto é resultado de muito trabalho e de respeito dos cinco uns pelos outros.

No essencial, procuram manter vivo o espírito de banda de amigos, banda de garagem que se junta para tocar, agora num espaço diferente, sem pressão sobre o disco que virá depois. “Nós vamos fazer o máximo como fazemos sempre. E isso é a única coisa que nos pode sossegar. De resto, se eventualmente nós imaginarmos a hipótese de ele correr pior, é porque é humano e porque as pessoas têm alturas em que acertaram melhor do que outras, independentemente de terem trabalhado mais ou menos.”

A banda tem várias datas marcadas até ao final do ano, entre elas está o 27 de Maio, dia do Aleste. “Iremos com certeza com entusiasmo porque apetece-nos ir à Madeira”. Se lhe apetece estar lá para os receber, os bilhetes já se encontram à venda. Custam 20 euros e incluem concertos ainda de Bonga, Islam Chipsy, The Poppers, Sensible Soccers e Lavoisier.

Festa no terraço prepara Aleste

Em contagem decrescente está igualmente a organização do Festival Aleste 2017, que esta noite propõe a segunda e última das festas de aquecimento antes do grande dia no Complexo Balnear da Barrereirinha. A festa de ‘warm up’ é no terraço do Castanheiro Boutique Hotel, nas imediações da Igreja do Colégio no Funchal, a partir das 18h30.

Até sensivelmente às 22h30, o público poderá desfrutar da selecção musical de um projecto bem conhecido dos frequentadores do Barreirinha Bar Café. Trata-se de Dirty Shufflers, formado por Jonathan Fletcher e Diogo Freitas.

A par da música, a organização terá à venda bilhetes para o Aleste e também alguns brindes para premiar os presentes, sendo esta uma festa de entrada livre.

Recorde-se que no passado dia 1 de Abril o Barreirinha Bar Café, no Largo do Socorro, recebeu a primeira festa de lançamento do festival de Primavera. Na altura por lá passaram os Glockenwise e mais de uma centena de pessoas, de acordo com a organização.

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