Câmara da Calheta regista mais fiscalização

Calheta tem tido mais pedidos para limpeza de terrenos privados

20 Jun 2017 / 02:00 H.

O presidente da Câmara Municipal da Calheta, um dos mais fustigados pelos fogos do Verão passado, nota que a população está mais desperta para o risco de incêndio e para o estado em que estão os terrenos e revela que o exemplo mais flagrante que os munícipes estão mais sensibilizados é o facto de ter dado entrada mais pedidos de fiscalização aos terrenos abandonados.

“Não sei quantificar com rigor esses pedidos que foram feitos, mas posso garantir que temos recebido mais solicitações do que nos anos anteriores alertando-nos para situações que carecem de limpeza”, adianta o autarca social-democrata que tem sido fustigado por fogos nos últimos anos.

“O que temos feito é notificar essas pessoas para que procedam às respectivas limpezas. Damos um prazo razoável. Se não limparem a Câmara irá agir remetendo a factura desses trabalhos ao dono dos terrenos”, assegura, dizendo, no entanto que até ao momento não tomou essa decisão mais drástica porque esses “processos estão a decorrer”, lembrando que a lei em vigor não facilita.

“Muitas vezes o que acontece são os entraves que encontramos na legislação e ultrapassa-los nem sempre é uma tarefa fácil”, sustenta a razão pela qual nem sempre os pedidos têm o andamento desejado.

Segundo Carlos Teles uma das razões que encontra para ter ardido uma área de aproximadamente 3.200 hectares no seu concelho em 2016 e em 2012 ter ocorrido um dos maiores fogos que há memória na Ponta do Pargo tem a ver com o clima seco que o município regista ao longo de boa parte do ano. “Não disponho de dados científicos mas é um dado que se pode facilmente constatar é esse. Temos um bom clima, no entanto é um factor de preocupação quando toca a incêndios”, manifesta, discordando da opinião do presidente da Junta da Fajã de Ovelha.

“Sempre existiram fogos com mais ou menos população, não acho que é por existir menos residentes que vai ser mais propenso a fogos”, declara, recordando que a Câmara até possui uma das maiores parcelas de terra florestal e que nem por isso é factor risco.

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