Cães ‘abandonados’ numa casa na Pena

GNR e CMF estão a tentar contactar donos da casa para aferir situação dos animais

11 Nov 2017 / 02:00 H.

São quatro cães que os vizinhos acreditam terem sido deixados ao abandono, numa casa localizada no alto da Pena, no Funchal. Duas raparigas tinham alugado a habitação, mas há mais de duas semanas que, alegadamente, terão deixado a mesma. Quanto aos animais, estão fechados no quintal e são os vizinhos que lhes vão dando comer.

“Há cerca de duas semanas que nos apercebemos que os cães tinham ficado ao abandono”, assumiu um dos vizinhos. Várias pessoas têm-se juntado para alimentar os animais, apesar da dificuldade que apresenta o facto de o portão estar trancado.

Os moradores dessa zona dizem ter contactado a Junta de Freguesia, bem como a Câmara Municipal, mas o canil não tem capacidade de receber mais animais. Também a GNR foi contactada, tendo referido que os donos dos animais deveriam ter ido de férias, pelo que seria melhor aguardar pelo seu regresso.

“O quintal onde os cães estão está todo sujo, é bem visível”, referiu uma vizinha ao DIÁRIO. O cheiro nauseabundo provocado pelos dejectos dos animais está a gerar mal-estar entre os vizinhos, que lamentam que nada seja feito pelos quatro cães.

GNR e CMF tentam contactar proprietários da habitação

A Guarda Nacional Republicana está a trabalhar para encontrar os donos da habitação onde se encontram os animais, tal como a autarquia.

O gabinete de comunicação da GNR afirma que, no dia a seguir à denúncia, uma equipa deslocou-se ao local e redigiu um auto dirigido à CMF para que seja feita a recolha dos animais.

Quanto às autoridades, tentam contactar os donos para que se possa perceber se os animais foram efectivamente abandonados ou se, por qualquer outro motivo, os donos estão impedidos de cuidar e alimentar os animais.

Já Idalina Perestrelo, vereadora com o pelouro da Protecção Animal, assume que a Câmara tem conhecimento do caso, mas que tenta chegar à fala com os donos da casa e/ou dos animais. O facto de o portão estar fechado representa um impeditivo legar para entrar no espaço. “Estamos a seguir todos os passos, dentro da legalidade, para resolver esta situação, responsabilizando quem de direito, mas não nos podemos precipitar”, explica ao DIÁRIO.

“Mesmo sem capacidade, se assim o exigir, vamos recolher estes animais”, assumiu Idalina Perestrelo.

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