Cada vez mais professores de baixa

As ausências dos docentes custam cerca de 800 mil euros por ano às escolas

29 Set 2017 / 02:00 H.

As escolas públicas da Região têm, neste momento, quase duas centenas de professores de baixa médica. Uma situação que causa vários constrangimentos às instituições e que, na estimativa da Secretaria da Educação, tem um custo financeiro que ronda os 800 mil euros anuais.

No final da semana passada, existiam exactamente 183 professores, que não compareciam ao trabalho tendo, para isso, apresentado os devidos atestados médicos. Um número que representava mais 29 profissionais do que em igual período do ano passado.

As razões mais frequentes, que levam os professores a apresentarem atestados médicos para justificar a ausência ao trabalho são as gravidezes de risco, os transtornos de natureza psiquiátrica e os problemas oncológicos.

O executivo entende que parte dos problemas pode estar relacionada com o “excessivo prolongamento da actividade docente”, mas admite que esse é um factor que precisa ser melhor estudado.

Quanto aos constrangimentos que as 183 ausências (o número é dinâmico) colocam às escolas é possível referir a necessidade de reorganizar as actividades e horários, “situação que por vezes apresenta alguma complexidade”.

“No plano do desenvolvimento das aprendizagens, nem sempre é possível assegurar os melhores processos, uma vez que as actividades de substituição não são sempre da mesma disciplina (nos casos de 2º e 3º ciclos e do Secundário); esta situação é ainda mais aguda quando se trata do professor titular no 1º ciclo”, explica a Secretaria da Educação.

Como referido, o Governo estima que as substituições dos professores doentes tenham um custo de 800 mil euros por ano, distribuído pelas várias escolas. Isso “obriga a alterações e pedido de reforço orçamentais, cuja celeridade nem sempre está de acordo com a urgência das escolas em resolver os problemas”, admite o executivo.

Esses constrangimentos fazem-se sentir, de forma muito particular, nas instituições em que existem vários professores com atestado médico. Por exemplo, na Delegação Escolar do Funchal, que coordena os professores do 1º ciclo no concelho, estão 12 professores. Na Delegação Escolar de Santa Cruz, que também coordena os professores do 1º ciclo no concelho, estão sete. No Carmo, em Câmara de Lobos, na EBS DR. Luís Maurílio da Silva Dantas, existem oito docentes de baixa. Na EBS Gonçalves Zarco são sete e em idêntica escola de Machico estão outros sete. Na Ponta do Sol, também na EBS, existem cinco ausências e no Campanário, na EB23 Cónego João Jacinto Andrade, outros cinco.

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