Bruno Melim preside Conselho Nacional da JSD

Madeirense interpreta eleição como um reconhecimento à JSD regional

16 Abr 2018 / 02:00 H.

Bruno Melim é o novo presidente do Conselho Nacional da JSD. Chegou ao cargo ao integrar a lista da nova líder Margarida Balseiro Lopes. Ao DIÁRIO e à TSF Bruno Melim disse interpretar, primeiro, o convite e, depois, a eleição como um reconhecimento da importância da estrutura regional da JSD.

O novo presidente do Conselho Nacional lembrou que a Madeira ainda é um bastião dos social-democratas e que a escolha é reflexo também disso.

Acresce a interpretação de que a eleição também significa que o partido está unido, pois o Conselho Nacional foi o órgão com mais expressividade de votos, uma unidade que Bruno Melim espera ver no próximo ano nas eleições regionais.

Por outro lado, Bruno Melim interpreta o cargo como capaz de dar voz aos jovens madeirenses a nível nacional, em especial a dos que integram a JSD.

O madeirense diz ser uma “grande honra” e não acha que seja o lançamento para o grande carreira política. Diz interpretar a actividade como isso mesmo e não como uma profissão. Recusa calculismos e tacticismos, até por entender que só resultam na curto prazo, mas, a longo, significam a queda.

JSD é “o melhor aliado”

Quem também esteve no Congresso nacional da JSD, foi o líder nacional do partido Rui Rio. O líder social-democrata disse ter na JSD o “melhor aliado” para lutar contra os “interesses instalados”, porque esta estrutura partidária é “muito mais livre do que a maior parte dos dirigentes do PSD”.

“Uma das minhas características, quando estou na vida pública, é dar-me mal com os interesses instalados. É olhar para o interesse público e querer defendê-lo contra os interesses instalados. E que melhor aliado posso ter, como presidente do PSD, senão a JSD que, pela sua juventude e constituição dos seus membros, é muito mais livre do que são a maior parte dos dirigentes do PSD”, afirmou Rui Rio.

No encerramento do 25.º Congresso da Juventude Social Democrata (JSD), na Póvoa de Varzim, o líder social-democrata eleito há cerca de dois meses notou que a JSD “é livre”, porque não está “enredada em interesses”, pelo que “deve dizer aquelas verdades que muita gente nos partidos não quer dizer, não está capaz ou não tem a liberdade para dizer”.

“Vocês não estão enredados em interesses, vocês são livres”, vincou, no congresso que elegeu como presidente da JSD Margarida Balseiro Lopes, deputada na actual legislatura pelo círculo de Leiria, de 28 anos, tornando-a na primeira mulher a liderar aquela estrutura.

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