Bordado Madeira na moda mas com reticências

17 Jul 2017 / 02:00 H.

O Bordado Madeira tem sido utilizado por vários estilistas, que o encaram de forma diferente: há quem cresça com os ‘pontos’ e os queira promover e quem não sinta obrigação de os usar só porque está na Madeira.

Com atelier aberto desde 1999, mas a criar colecções desde 1989, André Correia admite que o uso do Bordado Madeira na confecção e idealização de roupas resume-se a uma preposição, entre ser bordado da Madeira ou na Madeira.

“Há o bordado na Madeira porque muitas das técnicas são internacionais, com influência dos mais variados países, em termos de pontos. E depois existe realmente um bordado da Madeira que tem uma assinatura própria, mas isso tem a ver com o próprio design do bordado e com uma inspiração mais romântica”, explicou.

Já para o estilista Hugo Santos, o uso do Bordado Madeira nas peças que idealiza já vem de família.

“A minha origem vem do bordado. Desde o meu bisavô que [o bordado] existe na família. Eu nunca quis ser estilista, mas queria evoluir no bordado porque nunca o vi como artesanato puro, nem como indústria”, refere o designer com 53 anos e 33 de tradição nesta área.

O estilista é um protector acérrimo do uso do bordado madeirense, defendendo o recurso ao marketing e à investigação, nesta área.

Hugo Santos reconhece que a evolução só é permitida com recurso a criativos, algo que considera não existir na região, o que depois se reflecte nos produtos e na indústria.

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