Blair defende marcha atrás no Brexit

Antigo primeiro-ministro afirma que Reino Unido está a “cambalear” e que não deve deixar a UE

16 Jul 2017 / 02:00 H.

O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair considera que o Reino Unido deve manter em aberto a possibilidade de permanecer na União Europeia caso o sentimento dos eleitores mude durante o período de negociação do ‘Brexit’.

“A consideração racional das opções iria sensatamente incluir a opção de negociação para o Reino Unido ficar numa Europa ela própria preparada para se reformar e encontrar-nos a meio caminho”, escreveu Tony Blair num ensaio sobre a saída do país da UE. “Dado o que está em causa e aquilo que diariamente estamos a descobrir sobre os custos do ‘Brexit’, como é que pode estar certo tirar deliberadamente da mesa a opção de um compromisso entre o Reino Unido e a Europa para o Reino Unido ficar?”, escreveu Blair, que foi primeiro-ministro do país entre 1997 e 2007. O ensaio divulgado ontem reitera os esforços do ex-primeiro-ministro para imprimir reformas ao país que liderou durante dez anos, que disse estar “a perder o equilíbrio e estar a tropeçar, mas aparentemente sem qualquer escolha a não ser cambalear”. O calendário de negociação proposto pela UE, e aceite por Londres, estabelece que as partes devem começar por entender-se sobre o acordo financeiro, sobre os direitos dos cidadãos expatriados e sobre a fronteira do Reino Unido com a Irlanda. O Governo britânico queria, no entanto, começar por discutir o acordo de livre comércio entre a UE e o Reino Unido, que deverá abandonar a União no final de Março de 2019.

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