Aves ‘madeirenses’ podem vigiar aeroportos de Lisboa e Faro

Porto do Funchal renovou contrato com a TFalcon para os serviços de falcoaria

09 Jan 2018 / 02:00 H.

A TFalcon Madeira prepara-se para abrir asas e voar até aos Aeroportos de Lisboa e de Faro, onde deverá reforçar a segurança aeronáutica com o recurso a aves de rapina. O serviço de falcoaria, que já é efectuado no Aeroporto da Madeira Cristiano Ronaldo, pretende afastar outras aves, evitando assim que estas colidam com as aeronaves. A apresentação de propostas para concurso público terminou ontem.

A adjudicação do concurso público está para breve, mas há boas indicações de que a empresa madeirense poderá iniciar, em breve, os trabalhos nesses dois aeroportos. Após a apresentação de propostas, deverá haver espaço para a fase de renegociação e, posteriormente, a adjudicação.

O trabalho da TFalcon começou a ser feito em 19 hotéis da Madeira, como forma de evitar que pragas como os pombos, incomodassem os clientes e perturbassem o normal funcionamento dessas unidades hoteleiras.

Mais tarde, o projecto ‘migrou’ para o aeroporto da Madeira, onde seis aves são guiadas por quatro funcionários. Além do ‘trabalho’ dos animais, estão também instalados sistemas de áudio, que emitem sons destas aves de rapina, por forma a ‘afugentar’ as pragas. “Essa técnica também deverá ser replicada nos outros aeroportos”, assume Tiago Cardoso, da TFalcon Madeira.

Uma das técnicas utilizadas no aeroporto trata-se do som de um petardo, que deve ser acompanhado pelo voo/presença de uma ave. “Se não há um reflexo condicionada, o mero som não desperta ‘medo’ nos pombos, que deixam de ligar ao som”, assume Tiago Cardoso.

A possibilidade da entrada no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e no Aeroporto Internacional de Faro traz consigo diversos desafios. O maior fluxo de tráfego aéreo no aeroporto lisboeta significa que o espaço para voo das aves é reduzido, pelo que a empresa deverá recorrer a aves que efectuem voos mais rápidos e que apresentem maior facilidade em voltar para a luva dos funcionários.

No que diz respeito ao aeroporto algarvio, a especificidade centra-se no facto de existir uma ria nas proximidades, significando o habitat de aves de grande porte, exigindo outros cuidados à TFalcon Madeira para as afugentar da pista e espaço aéreo.

Renovado serviço de falcoaria
no porto do Funchal

Além da presença no aeroporto, os falcões, corujas e outras aves de rapina da TFalcon estão também presentes no porto do Funchal. “O cheiro nauseabundo provocado pelos dejectos dos pombos causava grande desconforto e representava uma ameaça para a saúde pública”, explica o responsável por esta empresa.

O percurso que era praticado pelos pombos situava-se entre o porto do Funchal e a Meia Serra, onde remexiam em lixo e outros materiais. Seguidamente, traziam esses materiais para o porto. Foi com a introdução das aves de rapina nesse espaço que se notou a diminuição de pombos e a consequente limpeza do espaço, melhorando as condições higienico-sanitárias. Seis funcionários trabalham a tempo inteiro no local, apoiados por quatro viaturas.

A TFalcon Madeira prepara-se para abrir asas e voar até aos Aeroportos de Lisboa e de Faro, onde deverá reforçar a segurança aeronáutica com o recurso a aves de rapina. O serviço de falcoaria, que já é efectuado no Aeroporto da Madeira Cristiano Ronaldo, pretende afastar outras aves, evitando assim que estas colidam com as aeronaves. A apresentação de propostas para concurso público terminou ontem.

A adjudicação do concurso público está para breve, mas há boas indicações de que a empresa madeirense poderá iniciar, em breve, os trabalhos nesses dois aeroportos. Após a apresentação de propostas, deverá haver espaço para a fase de renegociação e, posteriormente, a adjudicação.

O trabalho da TFalcon começou a ser feito em 19 hotéis da Madeira, como forma de evitar que pragas como os pombos, incomodassem os clientes e perturbassem o normal funcionamento dessas unidades hoteleiras.

Mais tarde, o projecto ‘migrou’ para o aeroporto da Madeira, onde seis aves são guiadas por quatro funcionários. Além do ‘trabalho’ dos animais, estão também instalados sistemas de áudio, que emitem sons destas aves de rapina, por forma a ‘afugentar’ as pragas. “Essa técnica também deverá ser replicada nos outros aeroportos”, assume Tiago Cardoso, da TFalcon Madeira.

Uma das técnicas utilizadas no aeroporto trata-se do som de um petardo, que deve ser acompanhado pelo voo/presença de uma ave. “Se não há um reflexo condicionada, o mero som não desperta ‘medo’ nos pombos, que deixam de ligar ao som”, assume Tiago Cardoso.

A possibilidade da entrada no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e no Aeroporto Internacional de Faro traz consigo diversos desafios. O maior fluxo de tráfego aéreo no aeroporto lisboeta significa que o espaço para voo das aves é reduzido, pelo que a empresa deverá recorrer a aves que efectuem voos mais rápidos e que apresentem maior facilidade em voltar para a luva dos funcionários.

No que diz respeito ao aeroporto algarvio, a especificidade centra-se no facto de existir uma ria nas proximidades, significando o habitat de aves de grande porte, exigindo outros cuidados à TFalcon Madeira para as afugentar da pista e espaço aéreo.

Renovado serviço de falcoaria no porto do Funchal

Além da presença no aeroporto, os falcões, corujas e outras aves de rapina da TFalcon estão também presentes no porto do Funchal. “O cheiro nauseabundo provocado pelos dejectos dos pombos causava grande desconforto e representava uma ameaça para a saúde pública”, explica o responsável por esta empresa.

O percurso que era praticado pelos pombos situava-se entre o porto do Funchal e a Meia Serra, onde remexiam em lixo e outros materiais. Seguidamente, traziam esses materiais para o porto. Foi com a introdução das aves de rapina nesse espaço que se notou a diminuição de pombos e a consequente limpeza do espaço, melhorando as condições higienico-sanitárias. Seis funcionários trabalham a tempo inteiro no local, apoiados por quatro viaturas.

Parceria com Instituto das Florestas para recuperação e reabilitação de aves

A empresa TFalcon Madeira detém uma parceria com o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, que faz com que receba aves feridas ou em mau estado, dando-lhe os cuidados veterinários.

Ainda durante o dia de ontem, foi entregue a esta falcoaria um peneireiro (falco), que foi encontrado ferido na Praia Formosa.

A ave será agora alvo de avaliação pelo médico veterinário, sendo que lhe será administrado o tratamento para que possa recuperar dos feridos. Quando estiver reabilitada, será novamente libertada na Natureza.

Ao longo dos sete anos, este tem sido um dos projectos de grande empenho da empresa. De momento, são 20 as aves em tratamento na empresa. Além destas, a TFalcon Madeira tem também à sua responsabilidade dois macacos que foram apreendidos pela GNR, há um ano. A detenção de qualquer espécie da ordem dos primatas é expressamente proibida.

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