Autarca dos Prazeres ataca limpeza das Estradas

Paulo Ferreira voltou a usar ‘face’ para criticar manutenção

06 Dez 2017 / 02:00 H.

    O presidente da Junta dos Prazeres voltou a usar as redes sociais para lançar duras críticas à actuação da direcção regional de Estradas (DRE) na sua freguesia. O ‘independente’, mas eleito pela lista do PSD-M nas eleições autárquicas de 1 de Outubro, ‘disparou’ vários ‘dardos’ na sua página do facebook, lamentando a passividade dos serviços de manutenção. “Alguém na Região Autónoma da Madeira com ‘bolas’ para pôr essa D. R. Estradas a trabalhar ou esta bandalheira vai continuar?”.

    Foi assim, neste discurso altamente corrosivo, que o autarca calhetense quis assinalar o desagrado por verificar aquilo que, mais tarde, ao DIÁRIO, explicou ser um “autêntico desleixo” e “estado de manutenção” que as estradas regionais que circundam a localidade serrana do município da Calheta estão votadas.

    Agastado com a actuação dos serviços, Paulo Ferreira não poupa funcionários, o director regional, António Ferreira, bem como o próprio secretário regional da tutela, Amílcar Gonçalves, a quem atribui culpas por considerar que os governantes “estão a privilegiar as freguesias da Fajã de Ovelha e da Ponta do Pargo”.

    Frisa que este sentimento surge por estar preocupado com a “limpeza das levadas”, muito mais por ter assistido ao aumento do caudal por conta da pluviosidade dos últimos dias e que podem causar estragos.

    Por esse facto lança mais uma ‘farpa’: “Há cerca de dois anos, a esta parte, que a DRE fecha os olhos à manutenção das estradas nos Prazeres e, em contrapartida, beneficia a Fajã de Ovelha e a Ponta do Pargo, curiosamente duas freguesias eleitas pelo CDS/PP. Não quero que deixem de fazer o seu trabalho nestas freguesias, agora não admito é que se esqueçam da minha só porque fui eleito pelo PSD-M. Comigo não contem para estar calado!”, reage do outro lado da linha.

    “Há coisas que não admito: uma é pensarem que por ter sido eleito pela lista dos social-democratas podem tomar este tipo de atitude sem que eu reclame. Reclamo porque foi para defender os interesses da população que fui eleito, ao contrário de outros que foram nomeados”, justifica o rol de críticas endereçado à capital madeirense. v.h.