“Atentos e vigilantes” às infecções

08 Nov 2017 / 02:00 H.

    Ontem foi o dia que Pedro Ramos marcou na agenda para ser picado contra a gripe. O secretário regional da Saúde dirigiu-se até ao Centro de Saúde do Bom Jesus e cumpriu com um gesto de “sensibilização para a população e profissionais de saúde”, sem esquecer o tema do dia: a legionella.

    Segundo o responsável pela Saúde na Região, as nossas unidades têm a felicidade de ter um Programa de Precaução Individual e Resistência aos Antimicrobianos, medida que faz com que por agora nenhum hospital na Madeira tenha registado qualquer caso da doença dos legionários.

    “Aqui na Região não temos tido esse tipo de problemas”, disse Pedro Ramos, esclarecendo que “nós até temos algumas unidades com alguma longevidade, nomeadamente o Hospital dos Marmeleiros, mas felizmente essa situação nunca se verificou”, afirmou, acrescentando que todos os intervenientes na Saúde regional estão “atentos e vigilantes” a casos de infecciologia, que fez questão de frisar “têm diminuído na Madeira”, nomeadamente nos cuidados primários, agudos e continuados.

    A propósito do gesto que não foi meramente “individual”, a mensagem a transmitir não poderia ser mais clara: “Vacinar, vacinar, vacinar”, transmitiu o secretário, que espera ter uma taxa de cobertura e adesão adequada, nos grupos de risco.

    “Só assim vamos diminuir os casos de gripe que possam acontecer e que levam as pessoas às urgências”, mencionou Pedro Ramos, explicando que esta afluência a este serviço traz “muitos problemas na gestão das camas e das unidades de saúde”.

    A Região comprou cerca de 34 mil vacinas e até ao momento utilizou 23 mil, sendo que esta taxa está “mais ou menos” com os mesmos índices de adesão face “a igual período do ano passado”, sem esquecer que o Inverno está aí à porta.

    Em relação aos profissionais de Saúde, a adesão à vacinação está mais baixa comparativamente há um atrás: 30% dos médicos aderiu à vacinação, ao passo que 40% dos enfermeiros não sentiu receio de ir ‘à pica’, um dado que não deixa de ser curioso, porque estes profissionais estão em contacto directo com os pacientes. R.S.

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