‘Ataque’ aos saldos pós-Natal

Os portugueses aproveitam cada vez mais os saldos após a época natalícia para comprar e oferecer as suas prendas de forma tardia, prevalecendo o facto dos preços serem mais reduzidos

30 Dez 2017 / 02:00 H.

    Com o fim das celebrações natalícias e depois da entrega de prendas, ainda existem portugueses que aproveitam os saldos de Inverno para adquirir alguns presentes tardios.

    Depois de em Novembro de 2014 o Conselho de Ministros português dar luz verde a um regime que liberalizou o período de saldos, sejam pós-natalícios ou de Verão, regulando apenas que podem ter a duração de quatro meses por ano, devidamente escolhidos por retalhistas e comerciantes, este ano volta a aumentar o número de portugueses que utilizam este período para as suas compras.

    Assim, o tradicional início dos saldos de Inverno, que começou na passada terça-feira, foi substituído por uma intensa semana após o Natal em centros comerciais e grandes superfícies, mas também lojas tradicionais e plataformas online, que se enchem de consumidores, cada vez mais receptivos em adquirir bens e serviços por valores bem abaixo do habitual.

    Este Natal, 25% dos consumidores portugueses esperaram pelas promoções após a habitual entrega de prendas para fazer compras, um valor que tem vindo a crescer de forma sustentada ao longo dos últimos anos. Se em 2014 este número não ultrapassou os 19% e em 2015 chegou aos 20%, já no ano passado atingiu os 23 pontos percentuais, menos dois pontos percentuais que este ano.

    Os números são avançados por um estudo do Observador Cetelem Natal 2017, que indicam que as consumidoras tendem a aproveitar mais as promoções pós-natalícias para as suas compras em relação ao sexo masculino, com mais quatro pontos percentuais (27 contra 23%).

    Por cidades, o Porto leva a melhor, com o número de consumidores a esperar pelas promoções a ser superior ao registado na capital. Cerca de 21% dos portuenses escolhem fazer compras na época de saldos, mais quatro pontos percentuais que na capital. Quanto às Regiões, o valor é similar entre o Sul e Norte do país, com uma taxa de adesão fixada nos 32%, enquanto no Centro de Portugal o valor daqueles que esperam pelas promoções nos dias posteriores ao Natal é de 23%.

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