Associação Académica quer desfibrilhadores

Lisboa /
17 Dez 2017 / 02:00 H.

Uma moção que será apresentada hoje, último dia do Encontro Nacional de Direcções Associativas, que decorre em Lisboa, tendo em vista a criação de um Programa Nacional de Desfibrilhadores Automáticos Externos nas instituições de Ensino Superior (IES). A proposta é da Associação Académica da Universidade da Madeira (AAUMA).

Lembra a associação que esta é “uma falha que existe na legislação: a inexistência do Programa Nacional de Desfibrilhadores Automáticos Externos nas IES”, lembrando que “na Europa, entre 350.000 e 700.000 pessoas são afectadas, todos os anos, por paragens cardiorrespiratórias”, sendo que “a legislação portuguesa prevê a obrigatoriedade” dos equipamentos “em vários locais (centros comerciais, estádios,...), mas as IES estão fora desse espectro”.

A proposta, trabalhada no âmbito do programa Universitas, será submetida à aprovação das várias associações de estudantes em Lisboa, “ao exemplo da moção que apresentámos no Porto, em Fevereiro deste ano, e que foi aprovada ou da moção sobre a entrega digital de trabalhos, também da nossa autoria e aprovada em 2017”, no encontro realizado em Viana do Castelo.

Reforça que “a própria lei do Orçamento do Estado para 2018, a ser promulgada pelo Presidente da República até o fim do ano, inclui os princípios da proposta que a Académica da Madeira apresentou, sobre a digitalização de teses, na moção de Viana do Castelo”, acreditando por isso ser este mais um contributo que terá bom acolhimento.

“Temas como as bolsas de estudo, o financiamento, as taxas e emolumentos, as dotações orçamentais, as residências, o ambiente e a saúde integram a ordem de trabalhos do encontro”, e que serão votadas, esperando que a da AAUMA seja aprovada por unanimidade.

A proposta, subscrita pelas Federações e Associações Académicas e de Estudantes, chegará ao Ministério da Saúde para possível implementação em todo o país.

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