‘As Ilhas do Ouro Branco’ motivam ciclo de conferências

Lisboa /
14 Dez 2017 / 02:00 H.

A partir de hoje, o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, recebe o ciclo de conferências intitulado ‘Descobrindo um Arquipélago’, promovido no âmbito da exposição ‘As Ilhas do Ouro Branco . Encomenda Artística na Madeira (séculos XV-XVI)’. As conferências, num total de cinco, terão lugar no MNAA, sempre às 18 horas, e com entrada livre.

Segundo explicou ao DIÁRIO o director do MNAA, António Filipe Pimentel, a opção de realizar um ciclo de conferências paralelo às grandes exposições, é algo que é habitual no caso da instituição que dirige. “Neste caso [As Ilhas do Ouro Branco], como se trata de uma exposição especial onde, para além do foco evidente no património histórico e artístico, que é razão e matéria de fundo da exposição, existe uma outra realidade que é o contexto onde se produz esta encomenda artística dos séculos XV e XVI, e que é um contexto físico, das ilhas”, esclarece António Filipe Pimentel.

Desta forma, foi assim organizado um ciclo de conferências que se prolongará até Março de 2018 (vide destaque) e que vai envolver o património histórico-artístico mas de uma forma diferente: este “património será chamado à relação com outros assuntos que são fundamentais para entender a exposição e que, pela sua natureza, a exposição não pode desenvolver”, refere o director do MNAA.

Assim, para perceber a exposição serão abordados temas como as referências literárias, “como é que a visão das ilhas encantadas impactou nos sucessivos viajantes que com ela tomaram contacto e naturalmente o lado mais interessante, ou seja, dos viajantes que produziram arte e literatura”. Este será o tema abordado na conferência desta tarde, a que se seguirão, nas próximas actividades, “um leque de outras situações que ajudam a perceber a exposição”.

Pimentel sublinha que o tema subjacente a estas “Ilhas do Ouro Branco’ é “inesgotável”, mas afirma que com as cinco conferências programadas “tocamos um polígono que, no seu conjunto, ajuda a perceber bem a exposição e o território ”.

O responsável recorda que a mostra tem como objectivo lançar as celebrações dos 600 anos do descobrimento da Madeira e Porto Santo e, no fundo, de aproximar o continente do arquipélago, promovendo o conhecimento e reconhecimento da Região. “Muitos conhecem o conceito da Madeira como resort turístico esquecendo que a Região tem esta dimensão histórica e patrimonial que é extremamente importante e que justifica depois esse aspecto do resort”, refere. A mostra e este ciclo de conferências contribui sobremaneira para esse conhecimento.

E sobre a exposição inaugurada há cerca de um mês, António Filipe Pimentel afirma estar deslumbrante “e as pessoas que vêm ver saem deslumbradas”. Referindo que “As Ilhas do Ouro Branco” ainda está na fase de arranque, o responsável mostra-se satisfeito com a resposta que tem tido e com as críticas positivas que tem recebido de forma formal e informal, acreditando que “até ao final de Março teremos uma grande estrada a percorrer”.

Recorde-se que ‘As ilhas do ouro branco - Encomenda Artística na Madeira (séculos XV-XVI)’ inclui 86 das obras de arte mais emblemáticas e adquiridas com o dinheiro do açúcar produzido na Madeira, entre os séculos XV e XVI.

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