17 Jul 2017 / 02:00 H.

A bibliografia de Viktor Emil Frankl (1905-1997), médico psiquiatra austríaco, conta com mais de 30 títulos. Contudo, em Portugal a obra deste que foi o fundador da Logoterapia ficou completamente desconhecida até 2012, ano em que finalmente os leitores portugueses puderam encontrar nas livrarias, o livro mais importante da sua carreira de escritor: ‘O Homem em Busca de um Sentido’. A obra foi escrita em 1946 e nela o psicoterapeuta relata de forma emocionante como foi que sobreviveu ao holocausto tendo como alicerce de pensamento uma forma de agir inovadora.

Um novo título de Viktor Frankl chegou recentemente aos escaparates livreiros. Em ‘A Falta de Sentido na Vida’ estão coligidos vários ensaios que originaram diversas conferências administradas por ele entre 1957 e 1975. O conceito-chave presente em todos os textos é que, quando passamos por uma situação difícil, não é o que nos acontece (as circunstâncias) que despoleta esse sentimento/emoção, mas a nossa resposta a esse acontecimento angustiante. O neurologista judeu afirma que a emoção, que constitui sofrimento, deixa de ser sofrimento logo que formamos uma ideia clara e distinta a seu respeito.

Nas primeiras páginas da obra, ficamos a conhecer a relação que o autor atribui entre a agressividade e a falta de sentido na vida e a conexão entre a sexualidade e o vácuo existencial. Um dos seus discursos (pp. 45-62) é inteiramente dedicado a elencar as principais diferenças entre a Logoterapia e a Psicanálise. Frankl diz-nos que as causas por que os pacientes sofrem não podem estar todas centradas em traumas passados; não somente os recalcamentos sexuais (Freud) ou os complexos de inferioridade (Adler) podem ser a base de um sofrimento, mas também e principalmente: a falta de sentido na vida.

Em Logoterapia, o que é entendido por Intenção Paradoxal? Quais as diferenças entre a Hiperreflexão e Derreflexão? Estas são algumas questões sobre termos deste conceito existencialista que pode ser aplicável a qualquer pessoa, em qualquer circunstância da vida.

Há várias décadas este reconhecido psicoterapeuta dizia para plateias: “Vivemos numa era em que grassa um sentimento de falta de sentido.” Os tempos mudaram. Estamos num novo século. Há coisas que se mantêm.

‘A Falta de Sentido na Vida’ é um livro altamente recomendado não só para profissionais da saúde psicológica e mental e outros, mas também para todos os que se interessam por promover o autocrescimento através do autoconhecimento.

Outras Notícias