Antes ouvir a ARAE do que ter visitas surpresa

meia centena de empresários no Porto Santo ouviram os conselhos da ARAM

20 Jun 2017 / 02:00 H.

Conservação de alimentos, vendas com redução de preços, livro de reclamações, HACCP, ponchas e bolo do caco, foram alguns dos temas abordados, ontem, na sessão de esclarecimento promovida pela Autoridade Regional das Actividades Económicas (ARAE) e a Associação Comercial e Industrial do Funchal, em conjunto com a Direcção Regional de Administração Pública do Porto Santo.

Oportunidade para cerca de meia centena de empresários, sobretudo ligados ao ramo da hotelaria e restauração, se colocarem a par das mais recentes exigências legais e procedimentos a adoptar na sua área de negócio.

“É sempre bom termos informações e não sermos visitados de surpresa como no ano passado. Em pleno Verão”, considerou um empresário ouvido pelo DIÁRIO.

A legislação exigente e dispendiosa foi uma das questões levantadas, a implantação das medidas tem custos muito altos. “Qualquer equipamento que se compre, qualquer coisa que se queira fazer, implica taxas, implica custos que são difíceis de suportar”, considerou Fátima Diogo.

“Só trabalhamos três, quatro meses ao ano e temos que estar ao nível de todas as outras empresas”, acrescentou. Despesas que, apesar de tudo, são reconhecidas como necessárias. “A maioria dos equipamentos para a hotelaria não são de facto muito baratos, mas há equipamentos mais baratos que podem resolver alguns problemas. Estamos a falar de termómetros, estamos a falar de câmaras frigoríficas, equipamento de segurança alimentar que acabam por se pagar a si próprios, porque se eu tiver um estabelecimento que cumpre com a lei e as pessoas que lá vão comem sem qualquer perigo acabamos todos por ganhar, o agente económico e o cliente também”, considerou José Rodrigues.

Opinião partilhada por Telmo Pimenta que considerou ser necessário “haver mais iniciativas destas”, sobretudo no período de Inverno, quando há mais disponibilidade e para permitir aos empresários corrigir e preparar-se para os meses de Verão, “o nosso pico de trabalho. É muito em cima do movimento,” considerou.

As vendas em arraiais e o comércio de produtos tradicionais, como o bolo do caco ou a poncha, também foram debatidas. “Muitas vezes sentimos que estamos a ser empurrados a largar o comércio local e licenciado e postos a explorar uma barraca em que o licenciamento zero é favorável. Onde as fiscalizações são muito menores”, confidenciou um agente económico.

Cenário que foi rebatido pelos promotores do encontro que defenderam a manutenção das tradições, “mas com condições e de acordo com as regras e bom senso”.

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