Adeus ao preconceito

Comunidade LGBTI na Madeira juntou-se e distribuiu abraços pelo Funchal

18 Mai 2018 / 02:00 H.

Num dia marcado pelo céu acinzentado, sobressaíram pelas ruas do Funchal as cores de um arco-íris que visou simbolizar o movimento LGBTI.

A rede ex aequo, uma associação de jovens entre os 16 e 30 anos que luta contra a discriminação, desenvolveu ontem à tarde uma iniciativa pelas ruas da capital madeirense, que consistiu em três pontos essenciais: dar abraços, distribuir panfletos e sensibilizar as pessoas contra o preconceito ainda existente.

Entre as 17 e as 19 horas foram muitos os enlaces criados entre madeirenses e turistas, que se ‘despiram’ de pudores e associaram-se à causa, em pleno Dia Internacional da Luta Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia, pese embora muitas das pessoas abordadas pensassem que fosse... o Dia Mundial do Abraço.

Para os mais desatentos, este é já o segundo ano consecutivo que decorre a iniciativa por parte do núcleo existente na Região, que foi para a rua e abriu os braços à igualdade.

“É o segundo ano que estamos a realizar” esta acção “e o objectivo desta iniciativa é sensibilizar as pessoas contra o preconceito e discriminação que infelizmente ainda existe para com a população LGBTI”, mencionou numa primeira instância Carolina Jardim, coordenadora da rede ex aequo, na Madeira.

“A ideia é distribuirmos abraços às pessoas e à medida que vamos distribuindo os abraços temos também alguns panfletos informativos sobre este dia”, disse a madeirense, descrevendo de seguida todo o périplo.

“Começamos aqui na Praça do Município, depois dirigimo-nos até à placa central da Avenida Arriaga, descemos até à Avenida do Mar e depois vamos à Rua Fernão Ornelas. Escolhemos estas zonas, que são as mais movimentadas, para atingir o maior número de pessoas possível”, elucidou Carolina Jardim.

A coordenador regional lamentou, contudo, o facto de “infelizmente” ainda existir “discriminação aqui na Madeira”, embora já esteja “a haver um progresso e uma mudança de mentalidades e atitudes”, no entanto, “ainda existe um longo trabalho a ser feito, daí a importância da rede ex aequo e deste protocolo que existiu com a câmara”.

“Vamos às escolas promover sessões de debate sobre estes temas. Ainda existe muito preconceito, mas os jovens estão abertos à informação e à mudança. Nota-se que eles têm interesse, também porque muitos deles não têm formação e o problema está aí, na falta de informação, daí que vamos às escolas promover estas sessões que têm corrido muito bem até agora”, explicou, isto para além dos debates promovidos pela associação.

Resta salientar que o vereador da Câmara Municipal do Funchal, João Pedro Vieira, associou-se à causa e foi dos mais interventivos durante a acção de rua, na qual se juntou igualmente Paulino Ascensão, sendo que os dois acompanharam a ‘comitiva’ e vestiram orgulhosamente a t-shirt de ‘equipa’. Rubina Leal também compareceu na Praça do Município, mas não se deslocou com o grupo.

Para hoje está agendada uma sessão de cinema integrada no ciclo promovido pela associação, a decorrer no Balcão Cristal, pelas 21 horas, com a exibição da película ‘Carol’.

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