A televisão do futuro!

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02 Nov 2017 / 02:00 H.

Praticar futurologia no mundo tecnológico é um exercício arriscado, no entanto há indicadores que nos ajudam nesta equação.

Há 10 anos já se previam que a década que decorreu iria no sentido que tomou. As televisões são maiores, com mais definição, umas são curvas, outras planas, em HD, Ultra HD, 3D, com internet, etc.

O mais importante das televisões já nem é a tecnologia incluída, mas os conteúdos...

Já quase ninguém grava um filme em VHS ou DVD, eles estão disponíveis em “Stream” e online, quer nas plataformas convencionais – a tv por cabo já não distribui apenas sinal de tv e canais que nunca mais acabam, distribui também videotecas completas, discografias, serviços, aplicações e um sem fim de serviços incluídos – ter acesso ao Netflix ou outra qualquer plataforma digital de conteúdos é uma realidade bem presente. Ter acesso imediato aos episódios completos das temporadas todas de uma qualquer “Série de TV” (ainda se denominam como tal, embora estejam disponíveis até para o smartphone) é uma realidade, aliás ter de esperar uma semana para ver o episódio seguinte, impensável!

Tanto é que a mais vista série do momento em todo o mundo, o “Game of Thrones” de cada nova temporada que o canal produtor emite, fá-lo em muito poucos episódios, emitidos semanalmente, ao exemplo das outrora chamadas mini-séries - que eram nada mais que uma longa-metragem adaptada à tv - para não deixar os seus seguidores “demasiado ansiosos” e fazer com que acabem por preferir esperar ter a série toda disponível e organizar um fim-de-semana em casa dedicado apenas ao visionamento dos mesmos de forma consecutiva, e assim perdendo a sua principal fonte de receita, a publicidade durante a emissão.

O Youtube é outra fonte de programação televisiva, ou de débito de conteúdos. Em casa tenho mais consumo de “dados” do que “canais de tv” – a TV da Sala, ainda o objecto mais importante da divisão, passa mais tempo a exibir conteúdos do Youtube visionados avidamente pelos meus três descendentes, do que os do “Canal Panda” ou o “Disney”, um Telejornal ou um jogo de futebol na Sport Tv sentado confortavelmente no meu sofá são luxos que tenho apenas quando me permitem, ou quando o interesse é mesmo outro.

O futuro da tv vai passar pelo que vemos, e como vemos, não propriamente como serão os aparelhos ou quantos K terão de definição de imagem.

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