A Europa não os larga,
ver-se-á se querem lá ficar

Marítimo volta Às vitórias com reviravolta. Triunfo peca pela escassez

20 Mar 2017 / 02:00 H.

Decididamente a Europa não larga o Marítimo. A vitória sobre o Arouca consolida o 6º lugar dos verde-rubros a oito jornadas do fim do campeonato. Ver-se-á se os verde-rubros querem mesmo ficar na Europa, isto é, se aguentam a pedalada de um sprint final que se afigura muito disputado.

Vindo de uma derrota pesada no Bessa, que quebrou então um ciclo de 10 jogos consecutivos sem perder, o Marítimo experimentou uma nova sensação que nunca tinha sentido em casa com Daniel Ramos, com quem nunca perdeu nesta condição. Ou seja, estar em desvantagem e ser obrigado a tomar as despesas do jogo para chegar ao triunfo.

De resto, o Marítimo - Daniel Ramos procedeu a algumas mexidas no ´onze´ e até de ordem estrutural - ao contrário da filosofia de jogo implementada pelo seu treinador, neste jogo tomou conta do jogo desde no seu início. Os verde-rubros entraram mesmo fortes no jogo, tomaram a iniciativa do mesmo, com mais bola, mais ataques e mais domínio. O Arouca defendia e limitava-se a despejar bolas para os seus avançados, sem resultados visíveis, pese embora o Marítimo, à excepção de um remate de Patrick Vieira para boa defesa de Bracali, também não tenha criado situações de golo na baliza arouquense. E, na primeira vez que o Arouca vai à baliza do Marítimo faz o golo. Um lance de contra-ataque, com Raul Silva a ficar mal na fotografia (deixou escapar Gonzalez pela ala direita, pese embora ainda tenha esboçado a falta sobre o avançado), com o paraguaio a entrar na área maritimista e a assistir Sami que, à boca da baliza, fez o golo à sua antiga equipa.

O Marítimo, por momentos, desorganizou-se e sentiu-se alguma ansiedade que o golão de Zainadine veio acalmar. Um grande golo do moçambicano, que apanhou uma bola amortizada por Fransérgio para, fora de área, desferir um pontapé indefensável para Bracali.

Um golo que tranquilizou a equipa maritimista, que veio para a segunda parte com outra atitude e sem que Daniel Ramos tivesse mexido no ‘onze’ inicial. O Marítimo cavalgou para a área do Arouca, faceta que poucas vezes vimos nos Barreiros, e o segundo golo e a reviravolta no resultado, acabou por acontecer com alguma naturalidade. Fransérgio escapa-se pela direita, assiste Alex para o remate deste ser ainda sustido por Bolat (o guarda-redes turco tinha entretanto rendido o lesionado Bracali, num lance em que Xavier desperdiça o golo), com Keita a empurrar a bola sobre o risco de baliza.

O Marítimo, em vantagem, ficou nas suas sete quintas e, agora jogando mais em transição ofensiva, chega ao 3-1 num lance exemplar de contra-ataque, iniciado por Fransérgio à saída da sua área, continuado por Keita e Xavier, com o mesmo Fransérgio a concluir com classe. Vitória assegurada, pena foi que o Marítimo, em três lances de contra-ataque, não tivesse concretizado as situações que criou. E Djoussé, neste âmbito, tem para contar.