46,1% da subvenção é para pagar pessoal

Élvio Sousa mostra as contas após críticas de alguns ex-militantes que saíram em conflito

08 Set 2018 / 02:00 H.

Onde é que o partido Juntos Pelo Povo (JPP) gasta os 347 mil euros anuais da subvenção pública? À pergunta sai uma resposta rápida do secretário-geral. Do rol de contas que Élvio Sousa apresenta verifica-se que 46,1% do dinheiro destina-se às despesas com os recursos humanos e gastos com pessoal. O que sobra ainda dá para custos com assessorias fixas e especializadas e também para estudos, deslocações, combustíveis, publicidade, rendas e alugueres.

O dirigente tenta contrariar algumas vozes mais críticas, particularmente de ex-militantes que colocaram recentemente o ‘dedo na ferida’ no que à gestão diz respeito.

Ora, numa relação sintética da receita e da despesa, Élvio Sousa indica alguns itens onde o financiamento directo da subvenção partidária é gasto. Para o parlamentar “é uma questão de transparência” a divulgação dos dados e por isso faz questão de mostrar.

Revela que “os custos são em função da actividade em todo o país, atendendo às estruturas concelhias entretanto criadas e em processo de criação, tais como as dos municípios de Maia, Lisboa, Felgueiras, Ribeira Brava, Machico, Santa Cruz, Porto, Câmara de Lobos e Ponta do Sol”.

O dirigente santacruzense tenta ir mais longe recordando que “em reunião em 2016, com a anterior presidente da Entidade das Contas e dos Partidos Políticos do Tribunal Constitucional pretendia abrir um gabinete de coesão social para ajuda aos cidadãos mais carenciados, mas foi prontamente impedido de o fazer por violação da lei”.

Relembra também a promessa dos deputados do JPP recusarem “aquilo a que chamaram privilégios dos membros do governo e parlamentares”, tais como o subsídio de transporte e ajudas de custo.

Os valores dos cinco parlamentares rondam mensalmente os 300 euros “são entregues pessoalmente, sob a figura de donativo a várias instituições público ou privadas”, aponta. A título de exemplo, da sua parte já efectuou como donativo respeitante a 2017, “um valor de 3.970 euros, incluindo os subsídios de deputado e os abonos da Junta de Freguesia de Gaula”, comunga, dizendo que já o faz desde 2009 ano em que venceu as eleições ao candidato do PSD-M.

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